Banca de doutorado de Rafael Venancio

A pesquisador Rafael Duarte Oliveira Venancio, membro do Midiato – Grupo de Estudos de Linguagem: Práticas Midiáticas“, defenderá sua tese de doutorado em Meios e Processos Audiovisiais intitulada “Jogo Lógico e a Gramática do Rádio: Analítica de um Jogo de Linguagem Comunicacional e seus Diferendos” no dia 13 de março de 2013, às 14h, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

Participarão da banca, presidida pela orientadora Profa. Dra. Rosana de Lima Soares, o Prof. Dr. Eduardo Vicente (ECA-USP), a Profa. Dra. Mayra Rodrigues Gomes (ECA-USP), a Profa. Dra. Rose de Melo Rocha (ESPM) e a Profa. Dra. Zilda Gaspar Oliveira de Aquino (FFLCH – USP).

Segue, abaixo, o resumo do trabalho:

O presente trabalho visa entender como o rádio se distingue dos demais sons do mundo. A hipótese aqui formulada é a de que o rádio, em sua definição, é uma linguagem, e não um aparelho. Dessa maneira, há a busca por uma caracterização da linguagem radiofônica seguindo as ideias implicadas em uma Estética da Linguagem (Derrida e antiessencialistas como Ziff, Weitz e Kennick). Com isso, há um estudo detalhado do rádio em seu jogo de linguagem (Wittgenstein) e em seus diferendos (Lyotard), considerados aqui enquanto parergon e ergon, ou seja, enquanto recorte e modelo operacional da linguagem em sua intersecção com o mundo. Para a investigação do jogo de linguagem, foram utilizados conteúdos relacionados à Filosofia Analítica, à Lógica Algébrica e à Teoria dos Jogos para desenvolver um método analítico denonimado Jogo Lógico, voltado para o estudo de jogos de linguagem comunicacionais. Já para a investigação dos diferendos, foram utilizadas as ideias pragmáticas acerca da performatividade e da lógica ilocucionária (Austin e Searle) para analisar os gêneros radiofônicos (a saber: musical, radiojornalismo, esportivo, variedades [talk radio], humorístico, ficção e publicidade). Essas duas investigações formam aquilo que é chamado aqui de Gramática do Rádio – considerando o conceito wittgensteiniano de gramática –, o ponto nodal que nos permite caracterizar o rádio enquanto linguagem.

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