Juliana Doretto participa de congresso sobre literacia em Lisboa

Palestra inaugural do congresso, com David Buckingham
Palestra inaugural do congresso, com David Buckingham

Doutoranda em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa e pesquisadora do MidiAto, Juliana Doretto apresentou artigo no 3.º Congresso sobre Literacia, Media e Cidadania, realizado nos dias 17 e 18 de abril, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

Doretto falou sobre o trabalho “‘Escreve-nos’: uma análise das cartas da Visão Júnior”. Leia o resumo do artigo abaixo:

Este trabalho é derivado de pesquisa de doutoramento (bolsa Capes 0860/13-1), que trata da participação do leitorado no jornalismo infantil no Brasil e em Portugal. Nesse sentido, discutimos o que Buckingham (2009) entende como direito à participação nos media: é preciso “ver as crianças a conseguirem falar mais directamente, colectivamente e aos produtores e legisladores”. Nesta proposta, analisamos cartas enviadas à revista mensal “Visão Júnior”, única publicação jornalística destinada às crianças em Portugal, para leitores de 6 a 14 anos.

Silva (2014), que estudou as cartas dos leitores da imprensa portuguesa, ressalta que o espaço democrático que poderia ser proporcionado pela seção de missivas do leitorado esbarra em obstáculos como a seleção do que é publicado (que privilegia redações curtas) e a escassez de espaço.

Em nossa pesquisa, analisamos as cartas divulgadas no primeiro semestre de 2014 pela “Visão Júnior”. Foram 42 correspondências publicadas, e em apenas quatro delas não houve algum tipo de resposta da revista, o que aponta certo movimento dialógico, maior do que mostrado por Silva no jornalismo para adultos. Isso é confirmado pela análise de algumas dessas respostas. Destacamos aqui oito positivas (aceitando e implementando sugestões), seis solicitando mais informações para as crianças (a fim de concretizar as pautas) e duas dizendo que não é possível atender à solicitação.

Observamos ainda que as sugestões de pauta são as que predominam (69%), o que indica uma audiência infantil ativa. Mas apenas três mensagens fazem críticas ou apontam erros, o que pode denotar pouca confiança das crianças de que a revista vá confessar deslizes. Nota-se também que 72% das mensagens foram enviadas por meninas: o que sugere que elas sejam uma audiência mais ativa do que os meninos.

 

 

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