Nara Cabral defende mestrado sobre o ‘politicamente correto’ no dia 26

nara_midiatoNara Lya Simões Caetano Cabral, investigadora do MidiAto, defende no próximo dia 26 de junho a sua dissertação de mestrado, cujo título é “Mobilizações discursivas da categoria ‘politicamente correto’: um mapa dos sentidos que emergem no jornalismo”.

O trabalho foi orientado pela professora Mayra Rodrigues Gomes, uma das líderes do MidiAto, no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da ECA/USP.

A defesa ocorre às 15h, na sala Egon Schaden, 1º andar, prédio central da ECA/USP. A banca será formada, além da orientadora, a professora Maria Cristina Castilho Costa, também da ECA/USP, e Monica Martinez, da Uniso (Universidade de Sorocaba).

Leia abaixo o resumo da obra:

Esta pesquisa investiga os sentidos, valores e discursos circulantes que emergem nas páginas da imprensa em torno da categoria “politicamente correto”, observando suas relações com a liberdade de expressão e formas de controle da produção discursiva. A partir de matérias da Folha de S. Paulo, no período de 1991 a 2014, pesquisamos as transformações do politicamente correto no Brasil e as regulações por ele estabelecidas. Embasamo-nos, nesse percurso, nas proposições de Michel Foucault sobre a arqueologia dos discursos, de modo que as matérias jornalísticas devem ser tomadas como acontecimentos discursivos, isto é, como vestígios materiais que servem de base à “escavação” de plataformas culturais, saberes e regras sócio-históricas que condicionam a emergência de enunciados e discursos. Nossos resultados apontam para a emergência do politicamente correto como categoria em disputa no debate público, inserida em um contexto de reposicionamentos dos saberes sobre liberdade de expressão, e para o papel decisivo do jornalismo na introdução dessa expressão nas discussões que se travam na esfera pública brasileira. O posicionamento assumido pelo jornalismo remete a um imaginário discursivo sobre a democracia, o que também tem seu papel na consolidação da legitimidade e do lugar de fala da imprensa. De modo correlato, a discussão pública sobre o politicamente correto no Brasil mostra-se profundamente polarizada. Por fim, a emergência da categoria “politicamente correto” como forma de denominar processos de regulação sobre a linguagem reflete – e também determina – a centralidade e a visibilidade adquiridas por esse fenômeno em nossa cultura: centralidade da linguagem, de modo amplo, como mediadora das relações sociais; centralidade do individual na condução de ações políticas; centralidade do paradigma de circulação de ideias – e, por conseguinte, visibilidade das formas de controle da expressão, entendidas cada vez mais como intoleráveis.

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