Seane Melo defende dissertação sobre jornalismo investigativo no dia 3

1493559_675875359207786_8208352311948217584_oNo dia 3 de julho, a investigadora do MidiAto Seane Alves Melo (em primeiro plano, na foto à direita) defende sua dissertação de mestrado: “Discursos e práticas: um estudo do jornalismo investigativo no Brasil”.

A pesquisa, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da ECA/USP  foi orientada por uma das líderes do MidiAto, a professora Mayra Rodrigues Gomes.

A defesa está marcada para as 14h, na sala Aprendizado Eletrônico, no 1º andar do prédio central da Escola de Comunicações e Artes. A banca será formada, além de Mayra Gomes, pelo professor Eugênio Bucci, da ECA/USP, e pela professora Eliza Casadei, da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

Leia o resumo do trabalho:

Quais as definições do jornalismo investigativo no Brasil? Na prática profissional, o que o distingue do jornalismo de modo geral e de outras especialidades da área? Quais os critérios de consagração de um jornalista como repórter investigativo? Essas e outras questões estão no seio desta pesquisa que busca identificar as condições de possibilidade da emergência dos discursos sobre o jornalismo investigativo em nosso país e, principalmente, esclarecer as apropriações que foram feitas a partir deles.

Nosso intuito era compreender as definições de jornalismo investigativo que têm sido trabalhadas na bibliografia nacional à luz das disputas que tomam forma no interior do campo jornalístico. Partimos da análise de obras teóricas sobre o tema, de coletâneas de reportagens investigativas e de fontes documentais (como resultados de premiações, dados de associações etc.) para levantarmos definições, referências e apropriações do discurso do “jornalismo investigativo” em nosso país.

Ao longo da pesquisa – que se focou na análise de obras publicadas principalmente entre 1970 e 2010 – conseguimos identificar três eixos nos quais as definições de JI poderiam ser divididas (um com foco no papel ativo do jornalista, outro com foco na função de denúncia e um terceiro que considera o jornalismo investigativo um pleonasmo) e, pelo menos, três usos diferentes dessa especialidade jornalística: ora ela aparece como sinônimo de grande reportagem, ora está identificada com o jornalismo policial e, após a redemocratização e a profissionalização do jornalismo brasileiro, ela será mais identificada com o escândalo político.

Argumentamos que cada um desses deslocamentos de sentido, que por vezes são muito sutis e não necessariamente lineares, podem ser entendidos como posicionamentos diante de acontecimentos e transformações que ocorreram no período: o fim da censura prévia e o início da abertura política do regime militar, o crescimento do papel das Relações Públicas e das assessorias de imprensa, as regulamentações profissionais e o desenvolvimento do ensino de jornalismo, bem como as reformas editoriais em grandes veículos de comunicação.

Compreendendo essas disputas e tendo em vista as transformações que as novas mídias estão promovendo no campo, defendemos uma nova compreensão do jornalismo investigativo, em termos de sua posição em relação à esfera do poder, que recusa os critérios puramente baseados nos métodos de apuração ou nos seus efeitos.

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