Natália Keri defende mestrado sobre o jornalismo cultural no dia 23

Natália Keri, investigadora do MidiAto, defende no próximo dia 23 de outubro, às 9h, a sua dissertação de mestrado: “Questão de gosto: o discurso da arte no jornalismo cultural impresso”.

A pesquisa foi orientada pela professora Mayra Rodrigues Gomes, uma das líderes do MidiAto, no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da ECA/USP. A defesa ocorre na sala a sala de Aprendizado Eletrônico (101),  no prédio central da ECA/USP.

Leia abaixo o resumo da obra:

A pesquisa levanta os discursos construídos pelos jornais diários sobre artes visuais, de forma a verificar quais representações são empregadas ao abordar este tipo de produção cultural. Por meio da análise do discurso, debruça-se sobre textos publicados pela Ilustrada, da Folha de S. Paulo, e Segundo Caderno, de O Globo. Desta forma, procura estudar a confluência entre os campos comunicacional e estético nos dias atuais, com investigação sobre os fenômenos da construção do gosto. Como resultado, mapeia posições e processos em vigência no campo artístico, delimitando os habitus de artistas curadores e críticos, a estrutura interna do campo, com seus mecanismos de legitimação, além da relação do artístico com os campos econômico e político. Com isso, aponta implicações desta configuração para o ambiente cultural atual, em especial na formação do gosto de jornalistas e de seu público. O presente trabalho identificou para o jornalismo impresso diário analisado um papel de síntese de segunda instância para um público que se posiciona em espaços fronteiriços do campo artístico. Seu papel é arranjar um conjunto de representações de origem artística, crítica, historiográfica e teórica de forma a amparar um grupo de práticas sociais de aquisição de capital cultural. Depreende-se desta postura discursiva que o autor-jornalista procura legitimar-se enquanto par do campo artístico, para um público que também se quer afirmar portador de um capital cultural elevado. Ao escrever o que deve ser visto e sentido, o autor-jornalista responde a uma necessidade do público por legitimação e inserção, ao mesmo tempo em que desbota possíveis tensões e deslocamentos causados pelo contato com a arte.

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