Felipe Polydoro defende tese sobre vídeos amadores no dia 25

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As Jornadas de Junho são um dos objetos de Polydoro

No dia 25 de abril, o pesquisador do MidiAto Felipe Polydoro fará a defesa de sua tese “Vídeos amadores de acontecimentos: realismo, evidência e política na cultura visual contemporânea”.  A pesquisa foi desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuaisda ECA/USP.

A defesa ocorre às 14h30, no prédio Central da ECA/USP (Sala Egon Schaden, 1º andar). A banca será composta pela professora da ECA/USP Rosana de Lima Soares, orientadora do trabalho e uma das líderes do MidiAto, e pelos professores Eduardo Vicente (ECA/USP), Eduardo Victorio Morettin (ECA/USP), Rosamaria Luiza de Melo Rocha (ESPM) e Samuel Paiva (UFSCar)

Abaixo, o resumo da tese:

Investigamos nesta pesquisa o que denominamos vídeos amadores de acontecimentos: filmagens operadas por pessoas “comuns” que flagram um acontecimento de relevância midiática. Esses flagrantes amadores são apropriados pelo jornalismo profissional e pelos grupos de comunicação em geral ou então encontram circulação direta em espaços digitais, onde, supostamente, circulam com maior autonomia.

Entre as questões endereçadas ao objeto empírico, podemos citar: 1. O modo específico como angariam seus efeitos de real: quais os operadores realistas e a historicidade desses efeitos de sentido no interior do percurso do audiovisual. 2. Os modos de obtenção dos efeitos de verdade e de evidência, entendidas numa chave discursiva, e o vínculo com os regimes de verdade (Foucault, 2001). 3. A política das imagens, partindo-se da hipótese de que o fenômeno da difusão dos vídeos amadores de acontecimentos esteja associado à emergência de novos sujeitos e novos lugares de fala nas mídias. 4. O estatuto de acontecimento dessas imagens: de que modo estas se inserem e participam da construção de acontecimentos de maior amplitude; 5. Finalmente, uma indagação que é pano de fundo e atravessa todo o trabalho é a compreensão do lugar dessas imagens no interior da cultura midiática e o que revelam sobre o regime do visível contemporâneo.

A tese está divida em quatro capítulos. Nos capítulos 1 e 2, conciliamos análise de imagens consagradas com a exposição de algumas teorias e conceitos norteadores. No primeiro, enfocamos o exemplo paradigmático do filme de Zapruder, o amador que flagrou o assassinato de Kennedy. Aprofundamos a qualidade de evidência documental: sobretudo o contraste entre a eloquência do referente e o caráter incompleto e ambíguo dos flagrantes visuais de acontecimentos. No segundo, o episódio do atentado de 11 de setembro serve de base para a reflexão sobre a inserção das captações amadoras nas transformações no regime de visibilidade contemporâneo e nas configurações dos meios de comunicação. Os capítulos seguintes são mais detidos na análise de vídeos, ambos centrados em imagens de forte teor político e em exemplos brasileiros. No capítulo 3, o objeto de análise são imagens tomadas no interior dos protestos durante os acontecimentos de junho de 2013 no Brasil. No capítulo 4, examinamos vídeos de violência policial na periferia registrados por moradores, evidências aptas a impor acontecimentos à pauta noticiosa.

 

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