Ivan Paganotti aborda fake news no ciclo Cartografias da Crítica

O ciclo Cartografias da Crítica, promovido pelo MidiAto desde 2015, encerra o primeiro semestre de 2017 na terça, dia 20, com a palestra “Fake News e Pós-verdade – mídia alternativa em tempos de fatos alternativos”, proferida por Ivan Paganotti, doutor pela ECA/USP e pesquisador do MidiAto. O evento ocorre às 14h30, na sala 227 do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão.

Paganotti é também professor de “Ética da Interação Digital” no curso de pós-graduação lato sensu em Gestão Integrada da Comunicação Digital para Ambientes Corporativos (Digicorp-USP), do curso de pós-graduação lato sensu em Assessoria de Comunicação e Mídias Sociais, da Universidade Anhembi-Morumbi, na disciplina “Etiqueta e políticas corporativas nas mídias sociais”, e professor de produção textual do Colégio Dante Alighieri e de jornalismo no Colégio Stockler.

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Veja abaixo os textos indicados para o evento:

Leitura básica:
ALLCOTT, Hunt; GENTZKOW, Matthew. “Social Media and Fake News in the 2016 Election”. Journal of Economic Perspectives, vol. 31, n. 2 Spring/2017, p 211–236. Disponível em: http://pubs.aeaweb.org/doi/pdfplus/10.1257/jep.31.2.211

Leituras extras:
ZUCKERMAN, Ethan. “Fake news is a red herring”. Deutsche Welle, 25/01/2017. Disponível em: http://www.dw.com/en/fake-news-is-a-red-herring/a-37269377

BOYD, Danah. “Did Media Literacy Backfire?”. Data & Society: Points, 05/01/2017. Disponível em: https://points.datasociety.net/did-media-literacy-backfire-7418c084d88d

CAPLAN, Robyn. “How do you deal with a problem like “fake news?””. Data & Society: Points, 05/01/2017. Disponível em: https://points.datasociety.net/how-do-you-deal-with-a-problem-like-fake-news-80f9987988a9

Leia também o o resumo da palestra:

A proliferação de informações de veracidade questionável não é um fenômeno recente, mas o que se coloca em questão atual é a (nem sempre clara) necessidade de verificação das fontes dos fatos. Infelizmente esse problema é resultado de fenômenos contraditórios: por um lado, uma confiança acrítica sobre as informações divulgadas nos grandes meios de comunicação, que pouco incentivaram o público para procurar as fontes originais e construir suas próprias conclusões; por outro, a proliferação de novos veículos de comunicação com a revolução das novas tecnologias de informação e comunicação, que tornaram acessível para as massas serem também multiplicadoras e criadoras de conteúdos. Somado a uma formação insuficiente na educação em métodos científicos e argumentativos, criamos uma sociedade inercialmente propensa em confiar sem checar as informações, maravilhada pela multiplicação de canais comunicativos – mas sem o instrumental crítico para que todo esse potencial novo não se volte contra nós mesmos. Assim, discutir as notícias falsas envolve questionar quais mecanismos sociais que permitem sua persistência – e sua particular influência – para tentar redefinir elementos básicos para a democracia, como mídia alternativa, a complementaridade entre sátira e verdade, a distinção entre fatos opiniões, assim como a necessidade de informação de qualidade, contextualizada e verificável.

Cartografias da Crítica

O ciclo Cartografias da Crítica recupera os fundamentos teóricos sobre crítica, abordando suas diversas correntes teóricas, com o objetivo de debater sobre o atual desenho dos estudos de crítica de mídia e de audiovisual. Também são feitos estudos de textos importantes para o trabalho do grupo. As reuniões são abertas ao público.

Mais do que exercer o julgamento sobre produções midiáticas e audiovisuais, o MidiAto procura desenvolver um posicionamento crítico em relação a elas. Isso significa observá-las do ponto em que se hibridizam, se refazem ou se curvam, oferecendo-se a uma interpretação que pode ser contrastiva a partir de outros meios, suportes e teorias.

O desafio aberto, assim, para este ciclo de encontros é o de fundamentar esse lugar entre meios, suportes e teorias que as atuais produções nos favorecem enxergar a partir dos percursos teóricos já trilhados por estudos tradicionalmente considerados críticos. E o lugar teórico dos estudos de linguagem e das práticas midiáticas é privilegiado para que se desenvolva profusamente tal abertura.

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