Simpósio de Crítica de Mídia terá lançamento de livros; veja obras

A segunda edição do Simpósio de Crítica de Mídia ocorre nos dias 27 e 28 de setembro de 2018, na ECA/USPDiscutindo a questão Como fazer para criticar?, o evento aborda a crítica de mídia como objeto de estudo e como prática profissional e de ensino. Acesse aqui a programação completa.

Realizado pelo Grupo de Pesquisa em Linguagem: Práticas Midiáticas (MidiAto/ECA-USP) e pelo Grupo de Pesquisa Crítica de Mídia e Práticas Culturais (UFSC/USP), o simpósio contará ainda com uma sessão de lançamentos de livros no dia 27/9, às 15h30, no Departamento de Cinema, Rádio e Televisão. Veja abaixo o resumo das obras.

  •  Emergências periféricas em práticas midiáticas 

Rosana de Lima Soares e Gislene Silva (Organizadoras)

capa emergencias FINALPara além de um ambiente midiático turbinado pela mídia online e pelas redes sociais, estamos diante de novos e complexos movimentos sociais, reconfigurados justamente pelas potencialidades e riscos deste ambiente. O livro busca responder a esses desafios e agrega em seus textos a potência crítica das práticas midiáticas, seja para ressaltar as narrativas comumente ausentes nas mídias corporativas, seja para consolidar as alternativas que a ela se colocam em ações emergentes cada vez mais visibilizadas e ouvidas.

  • É presidenta, não presidente! 

Larissa Rosa

capa larissaO livro é resultado de iniciação científica realizada em 2016 e de monografia de conclusão de curso realizada em 2017, na graduação em jornalismo da Faculdade Cásper Líbero. O objetivo do estudou foi analisar o episódio pelo viés da condição feminina, com a intenção de evidenciar quão presente esteve o ódio às mulheres durante todo o processo que afastou da política nacional a primeira mulher eleita à Presidência da República no Brasil. Com isso em mente e por meio da análise do discurso (Orlandi, 1999), foi possível analisar publicações impressas e on-line de diversos veículos de imprensa brasileiros.

  • A Imagem Televisiva: autorreferência, temporalidade, imersão

Felipe Muanis

capa felipe muanisO livro pretende comprovar que as metaimagens televisivas continuam mantendo o seu poder de interrupção, podendo separar ou conectar o fluxo televisivo. Na televisão, as metaimagens podem ser encontradas prioritariamente nos intervalos, em comerciais e vinhetas institucionais. São nas metaimagens presentes nos intervalos dos programas, que se encontram uma grande variedade de imagens, justamente por não se subordinarem, necessariamente, a um texto narrativo, libertando a imagem da dependência da palavra. E comerciais e vinhetas institucionais têm valores diferentes nesse espaço. O estudo tem como objetivo mais amplo inserir as vinhetas e a transformação da imagem televisiva, em especial das metaimagens, no percurso de transformação da própria imagem.

  • Politicamente correto, uma categoria em disputa

Nara Lya Cabral Scabin

capa naraTanto em espaços acadêmicos, quanto em setores do debate político, é recorrente a invocação da expressão “politicamente correto” nas reflexões que buscam compreender qual o papel das palavras na manutenção de estruturas de opressão e, por conseguinte, qual o potencial da linguagem de gerar transformação social. Essas discussões costumam negligenciar, porém, um aspecto fundamental: o “politicamente correto” constitui uma categoria discursiva cujos sentidos e valores situam-se em uma arena de múltiplas disputas. Mapear esses embates é o objetivo da pesquisa apresentada nesta obra.  A partir de referências à Análise do Discurso, a autora se debruça sobre matérias jornalísticas publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo, entre 1991 e 2016, que se articulam em torno do emprego da expressão “politicamente correto”.

  • Bordando o manto do mundo (3 volumes)

Mayra Gomes

logos_bordando-o-manto-do-mundo-1_pc3a1gina_1Dividida nos volumes “Prática jornalística”, “Artes e psicanálise” e “Censura e classificação indicativa”, a série compila estudos da pesquisadora da ECA/USP realizados ao longo de sua trajetória acadêmica. O volume 1 retoma dois pilares da atividade periodística presentes desde seu início mais remoto e romântico, dos textos mais opinativos e autorais a textos estruturados a partir de leads estritos, do texto escrito ao audiovisual. No segundo, realiza-se num importante entremeio teórico entre o estudo das imagens, sejam elas mentais ou materiais, e sua existência no meio social, na forma de uma presença simbólica desafiadora. E a terceira obra realiza um percurso pelas estratégias de controle sobre a palavra, localizando seu debate na tradição censória brasileira ao teatro e, na sequência, nas reverberações que se fazem sentir desse processo enquanto corrente classificação indicativa sobre produtos de mídia. 

Em 27 e 28 de setembro, ECA/USP recebe 2º Simpósio de Crítica de Mídia

A segunda edição do Simpósio de Crítica de Mídia ocorre nos dias 27 e 28 de setembro de 2018, na ECA/USP. Discutindo a questão Como fazer para criticar?, o evento aborda a crítica de mídia como objeto de estudo e como prática profissional e de ensino. O simpósio é realizado pelo Grupo de Pesquisa em Linguagem: Práticas Midiáticas (MidiAto/ECA-USP) e pelo Grupo de Pesquisa Crítica de Mídia e Práticas Culturais (UFSC/USP). A abertura acontece no auditório Lupe Cotrim e as demais mesas, no auditório B do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão.

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Em dois dias, professores-pesquisadores de diversas instituições de ensino do país debaterão a crítica a partir de suas áreas de investigação. A abertura, na quinta (27), será feita por Ismail Xavier, professor da ECA/USP, com a palestra “O cine-clubismo, as cinematecas e as universidades na formação da crítica de cinema”. Na manhã de sexta (28), Joselia Aguiar, curadora da Flip e os críticos José Geraldo Couto e Mauricio Stycer discutem o papel da crítica cultural da mídia. Haverá ainda uma mesa com jovens pesquisadores, que apresentarão seus trabalhos de mestrado e doutorado.

O evento, promovido pela Metacrítica – Rede de Pesquisa em Cultura Midiática, terá transmissão pelo IPTV da Universidade de São Paulo. Não é necessário fazer inscrição para participar do simpósio.