Ivan Paganotti participa do congresso da SBPJor

sbpjor2019O pesquisador do MidiAto Ivan Paganotti apresentou seu trabalho “(In)verdades (in)convenientes: STF, “fake news” e a censura da Crusoé” durante o 17º Encontro de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), realizado em novembro de 2019 na Universidade Federal de Goiás, em Goiânia (GO).

O artigo completo está disponível no link. Confira abaixo o resumo:

O artigo avalia a censura promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra os sites Crusoé e O Antagonista, acusados de publicar notícias falsas contra o presidente dessa corte. Pretende-se questionar se é possível qualificar como “notícia falsa” a divulgação de informação que consta em processos judiciais (como foi o caso), e se é legítimo que o próprio judiciário intervenha, removendo essas publicações. Este artigo procura avaliar o impacto desse caso de censura, considerando como o contraditório conceito das “fake news” pode ter sido usado de forma conveniente para remover conteúdos incômodos aos ministros do STF. A metodologia adotada envolve a análise da argumentação jurídica em caso de controle comunicacional e a repercussão do caso pela própria imprensa (PAGANOTTI, 2015), ponderando como essa proibição procura se distinguir – de forma mais ou menos eficaz – da censura.

 

Rosana de Lima Soares fala de coletivos de comunicação na Novos Olhares

“Identidades e subjetividades: Legitimidade social e visibilidade pública em coletivos de comunicação de mulheres”. Este é o título do trabalho publicado pela professora Rosana de Lima Soares, uma das líderes do MidiAto, na última edição da revista Novos Olhares, da ECA-USP.

 Apartir do trabalho de coletivos formados por mulheres ativistas na cidade de São Paulo e voltados para as periferias ou nelas situados, o artigo reflete sobre as mídias digitais, especialmente narrativas audiovisuais e jornalísticas, e sobre a juventude. “Por meio da análise de visualidades e visibilidades juvenis, o estudo busca problematizar estigmas, estereótipo e preconceitos em relação às juventudes. Além disso, observa os modos como os jovens se tornam produtores de representações divergentes, interferindo no imaginário social a eles relacionado e instaurando novas subjetividades e práticas de resistência”, diz o resumo.

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Site do Nós, Mulheres da Periferia, um dos coletivos analisados pela prof. Rosana Soares

Rumores lança 26ª edição, com dossiê sobre crítica midiática e reconhecimento

cover_issue_11331_pt_BRJá está no ar a edição 26 de Rumores – Revista Online de Comunicação, Linguagem e Mídias, revista publicada pelo MidiAto, com o dossiê “Crítica Midiática e Reconhecimento”, organizado pelos professores Ercio Sena e Marcio Serelle, da PUC Minas, incluindo trabalhos desenvolvidos no 3º Simpósio de Crítica de Mídia, realizado em maio de 2019 naquela instituição.

Fazem parte do dossiê três produções do MidiAto: O factual e o ficcional nas imagens sobre médicos na reportagem e no drama televisivos, de Amanda Souza de Miranda;  pós-doutoranda na ECA/USP; Fronteiras dos discursos audiovisuais sobre o jovem em conflito com a lei, de Caio Lamas, doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais da ECA/USP; e o artigo Possibilidades políticas da crítica em perspectiva teórica, de Gislene Silva e Rosana de Lima Soares, professora da ECA/USP e uma das líderes do MidiAto.

O editorial diz ainda que “a crítica, como forma de abordagem e modo de pensamento, está presente em toda a edição, composta por artigos que tratam de análises marcadas por uma imbricação entre temáticas sociais e a cultura audiovisual contemporânea em diversas manifestações (filmes, vídeos, programas televisivos, sites, blogs, redes sociais, produções sonoras, textos, livros)”.

Entre os trabalhos publicados está também o texto Cartas para um ladrão de livros: um ladrido para quem corta o relato, de Ivan Paganotti, professor do Fiam-Faam e membro do MidiAto.

Veja abaixo todos os textos desta edição:

Apresentação do Dossiê

Dossiê

Artigos

Integrantes do MidiAto participam do congresso da ALAS

logo_alas_18_04Rosana de Lima Soares, umas das líderes do MidiAto, e Thiago S. Venanzoni, doutorando do PPGMPA e professor no FIAM-FAAM, apresentaram trabalhos no XXXII Congreso Internacional da Asociación Latinoamericana de Sociologia (ALAS), ocorrido entre os dias 1 e 6 de dezembro na Universidade Nacional Mayor de San Marcos (UNMSM) de Lima, Peru. Veja abaixo os resumos.

Áudio e ativismo social: uso das práticas do podcast para a visibilidade de um discurso feminista

Rosana de Lima Soares (USP) e Eduardo Vicente (USP)

Esta comunicação busca refletir acerca da prática do podcast e de suas possibilidades de uso como instrumento de afirmação identitária, particularmente quando se trata de grupos minoritários em disputa por hegemonia e reconhecimento por meio de discursos voltados a causas sociais e políticas. Em um cenário como o brasileiro, marcado por um sistema de comunicação pública fragilizado e por um forte controle econômico e ideológico dos grandes veículos de comunicação, entendemos que o podcast tem o potencial de favorecer o desenvolvimento de novas estratégias de visibilidade, além de ampliar o alcance da atuação de ativistas vinculados a diferentes causas e movimentos.
Neste trabalho, abordaremos essas questões a partir da análise de produções que apresentam diferentes abordagens do discurso feminista e/ou enfocam temas diversos, tais como desigualdade salarial e de condições de trabalho, feminicídio e xenofobia, além de maternidade, igualdade de direitos, atuação profissional, militância, igualdade econômica e sexual, entre outros. Analisaremos especialmente produções brasileiras, mas também aquelas oriundas de outros países, como Espanha, Estados Unidos, Reino Unido e França, que exemplifiquem esse amplo espectro de referências e que expressem diferentes possibilidades da linguagem sonora e do story telling. Para a abordagem teórica do tema recorreremos às contribuições de autores como Jesús Martín-Barbero, Aníbal Quijano, Renato Ortiz, Stuart Hall e Pierre Bourdieu, além de outros voltados para os estudos do jornalismo narrativo e da análise de discurso dos meios de comunicação.

Resistência e diversidade em plataformas globais de distribuição

Thiago Siqueira Venanzoni (ECA/USP)

O presente trabalho analisa a entrada de duas produções de coletivos audiovisuais na plataforma global de streaming Netflix. O dilema que se impõe nessa distribuição se refere ao que Renato Ortiz (2015) avalia como um mal-estar entre o universalismo e a diversidade: como ser diverso e ao mesmo tempo universal? As produções em análise, Branco sai, preto fica (Adirley Queirós, 2014), do Coletivo de Cinema de Ceilândia (CEICINE), Ceilândia-DF, que ficou disponível na Netflix entre 2016 e 2017, e Temporada (André Novais Oliveira, 2018), do Coletivo Filme de Plástico, de Contagem-MG, disponibilizado no ano de 2019 na plataforma, se referem também a dois modos e tempos de distribuição e circulação em conteúdos audiovisuais no Brasil.

Integrantes do MidiAto debatem suas pesquisas no Ibercom 2019

ibercomPesquisadoras do MidiAto participaram do XVI Congresso Ibercom entre 27 e 29 de novembro de 2018, na Pontifícia Universidad Javeriana, em Bogotá (Colômbia). O evento é organizado a bienalmente pela Associação Iberoamericana de Comunicação (Ibercom) e, na edição deste ano, teve como tema central “Comunicação, Violências e Transições”. A programação geral do congresso está disponível no site.

Confira abaixo os títulos e resumos das apresentações de integrantes do Grupo:

Políticas públicas, gênero e violência: o jornalismo na transição entre discursividades

Nara Lya Cabral Scabin

O trabalho propôs analisar discursivamente a cobertura dos jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e O Globo sobre políticas públicas, em esfera federal, voltadas ao enfrentamento da violência e discriminação de gênero no país, em um período de trinta anos (1985 a 2015). Para isso, foram realizadas buscas nas edições impressas disponíveis nos acervos dos três jornais escolhidos. Como principal referência teórico-metodológica do trabalho, apontam-se elementos da “semântica global do discurso”, como proposta por Dominique Maingueneau.

A função social da dança apresentada no jornalismo audiovisual especializado em cultura
Sofia Franco Guilherme

Investigamos como o jornalismo cultural para televisão apresenta a função social da dança como expressão artística para todos. Para isso, analisamos a reportagem sobre Ivaldo Bertazzo na Série Corpos do Starte, exibida pela GloboNews em abril de 2014. Adotaremos como aporte teórico-metodológico a análise do discurso (CHARAUDEAU, 2012) e teorias de análise do audiovisual (MACHADO, 2000; JOST, 2006) e do jornalismo cultural (PIZA, 2011). Ao mesmo tempo, analisaremos a relação do audiovisual com a documentação e crítica de processos criativos (SALLES, 2010).

Vejo fotos do lançamento do livro “Produtos midiáticos, práticas culturais e resistências”

Na última terça, dia 26/11, o MidiAto e o grupo de pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo, da Faculdade Cásper Líbero, promoveram o lançamento do livro “Produtos midiáticos, práticas culturais e resistências”, organizado pelas duas entidades. No evento, o professor Cláudio Coelho, da Cásper Líbero e um dos organizadores do livro — ao lado da professora Rosana de Lima Soares, uma das coordenadoras do MidiAto –, também proferiu a palestra “Cultura e Resistência no Brasil: do moderno ao pós-moderno e do pós-moderno ao…”.

O livro, já disponível on-line, promove o diálogo entre as linhas de pesquisa e os projetos desenvolvidos em ambos os grupos. Os artigos que compõem a obra falam de espaços e práticas culturais; produtos midiáticos e consumos; narrativas, identidades e resistências; e crítica cultural e crítica da mídia. No evento, os autores também falaram brevemente dos seus trabalhos.

Veja abaixo fotos do lançamento, de autoria de Caio Lamas:

 

Vivyane Garbelini analisa o filme “Chega de FiuFiu” no podcast do MidiAto

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Foto: Caio Lamas

A pesquisadora do MidiAto Vivyane Garbelini Cardoso (ECA/USP) apresenta nesse podcast o trabalho “A representação do assédio sexual em espaços públicos no filme Chega de FiuFiu, no III Simpósio Linguagem e Práticas Midiáticas: Crítica das representações e mediações, promovido pelo MidiAto em abril de 2019 na Escola de Comunicações e Artes da USP.

Este ensaio busca analisar o longa-metragem brasileiro Chega de FiuFiu (Amanda Kamanchek e Fernanda Frazão, 2018), relacionando a diversidade de mulheres com a pluralidade de pontos de vista tanto sobre a experiência das mulheres, quanto sobre feminismos atuais. Para tanto, serão mobilizadas as noções de Bill Nichols da voz e da ênfase do documentário, complementadas pelos escritos de Karla Holanda sobre produção audiovisual feminina. Serão utilizados dados históricos e conceitos de feminismo enquanto movimento social descritos por Flávia Biroli. Adotaremos com Angela Davis uma perspectiva interseccional de feminismo para observar esse filme dirigido por duas mulheres, que leva às telas temáticas e olhares feministas.

O conteúdo também pode ser ouvido no Youtube:

Fique ligado no blog! Nas próximas semanas, divulgaremos em nosso podcast as demais apresentações do Simpósio. Ouçam, divulguem e compartilhem o lançamento.

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Natalia Engler debate feminismo midiático no podcast do MidiAto

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Foto: Caio Lamas

A pesquisadora do MidiAto Natalia Engler Prudencio (ECA/USP) apresenta nesse podcast o trabalho “Os limites do feminismo midiático: feminismo e questões de gênero em Mulher-Maravilha, no III Simpósio Linguagem e Práticas Midiáticas: Crítica das representações e mediações, promovido pelo MidiAto em abril de 2019 na Escola de Comunicações e Artes da USP.

Esta pesquisa examina a aparente adoção de discursos feministas na cultura midiática contemporânea por meio da análise das delimitações de gênero operadas a partir do filme Mulher-Maravilha (Patty Jenkins, EUA, 2017). Além disso, aborda sua relação com temáticas e estereótipos comuns às representações de gênero na mídia no século 21. Parte-se da perspectiva dos trabalhos sobre identidades e políticas da representação dos estudos feministas de mídia, que postulam que a mídia está implicada na delimitação de categorias de gênero; e da teoria feminista do cinema, que o concebe como “tecnologia de gênero” e o aponta como locus crucial nos processos discursivos da representação.

O conteúdo também pode ser ouvido no Youtube:

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Nesta terça (26), Cláudio Coelho fala sobre cultura e resistência na ECA/USP

cartaz-claudio2Nesta terça, dia 26/11, às 14h, na sala 224 do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da ECA/USP, o MidiAto e o grupo de pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo, da Faculdade Cásper Líbero, promovem o lançamento do livro “Produtos midiáticos, práticas culturais e resistências”, organizado pelas duas entidades. No evento, o professor Cláudio Coelho, da Cásper Líbero e um dos organizadores do livro — ao lado da professora Rosana de Lima Soares, uma das coordenadoras do MidiAto –, fará a palestra “Cultura e Resistência no Brasil: do moderno ao pós-moderno e do pós-moderno ao…”.

Na sua fala, Coelho debaterá a produção cultural no período da ditadura militar e na contemporaneidade, a partir da disputa  por hegemonia. Para tratar do tema, o docente abordará as duas fases da sociedade capitalista no contexto mundial e brasileiro: modernidade e pós-modernidade, discutindo as faces da contemporaneidade. Entre os tópicos discutidos estão a oposição entre a cultura nacional-popular e o movimento tropicalista-contracultural no período da ditadura, a música popular e o cinema, a relação entre estética e política, o significado da resistência, e o filme Bacurau. O professor Cláudio Coelho é mestre em antropologia social pela Unicamp e doutor em Sociologia pela USP.

O livro “Produtos midiáticos, práticas culturais e resistências”, já disponível on-line, promove o diálogo entre as linhas de pesquisa e os projetos desenvolvidos em ambos os grupos. Os artigos que compõem a obra falam de espaços e práticas culturais; produtos midiáticos e consumos; narrativas, identidades e resistências; e crítica cultural e crítica da mídia. No evento, os autores também falarão brevemente dos seus trabalhos.

Não é necessário fazer inscrição para participar do evento.

Juliana Pinho analisa as representações da maternidade no cinema brasileiro no podcast do MidiAto

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Foto: Caio Lamas

A pesquisadora do MidiAto Juliana Malacarne de Pinho (ECA/USP) apresenta nesse podcast o trabalho “Representações da maternidade no cinema brasileiro contemporâneo no III Simpósio Linguagem e Práticas Midiáticas: Crítica das representações e mediações, promovido pelo MidiAto em abril de 2019 na Escola de Comunicações e Artes da USP.

Ao longo dos anos, a expectativa da sociedade brasileira em relação às mães passou por grandes transformações, e a maneira com que elas são retratadas no cinema nacional contemporâneo é reflexo disso. Através da análise de três filmes que trazem mulheres com filhos como protagonistas das narrativas – Aquarius (2016), dirigido por Kleber Mendonça Filho, Como Nossos Pais (2017), dirigido por Laís Bodanzky e Que Horas Ela Volta? (2015), dirigido por Anna Muylaert – investigo as representações da maternidade, os estereótipos empregados e a forma como eles se relacionam ao discurso corrente do que é ser uma “boa mãe” em nossa sociedade.

O conteúdo também pode ser ouvido no Youtube:

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