Ciclo Leituras Críticas debate Ralé Brasileira no dia 10

O Grupo de pesquisa MidiAto (ECA-USP) realiza, desde março de 2017, o ciclo Leituras Críticas com o objetivo de debater temas contemporâneos e renovar modos de pensar sobre as mídias em perspectiva crítica. Tratamos de processos de mediação cultural, hibridismos narrativos, gêneros audiovisuais, renovação do político, cultura popular, lutas por identidade e reconhecimento por meio das questões de raça, gênero e classe social, além do desafio de precisar a própria crítica como lugar privilegiado para o exercício de análises das mídias.

Na sequência do Leituras,  no dia 10 de outubro, às 14h, será realizado o debate “Como é possível perceber o Brasil contemporâneo de modo novo?”, a partir da obra Ralé brasileira: quem é e como vive, de Jessé Souza. Trata-se de um texto provocativo, no sentido de nos fazer questionar as bases naturalizadas de um certo entendimento identitário do brasileiro, e também propositivo, já exposto no título-questão, estimulando a reflexão.

Quais seriam as bases para se pensar um Brasil que se coloca de outros modos no contemporâneo? Essa é a questão de entrada do pesquisador e sociólogo brasileiro Jessé Souza em seu livro sobre os excluídos, marginalizados, subalternos, entre outras categorizações, que o autor tematiza como “a ralé brasileira”. Essa também é uma questão que atravessa toda a obra de Jessé, que complexifica as adesões históricas e políticas em nosso país e busca compreender as relações de poder instituídas e suas tensões na última década.

Os encontros desse semestre acontecem na Escola de Comunicações e Artes da USP, quinzenalmente, sempre nas tardes de terça-feira, na sala 223 do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR). Acompanhe nosso calendário para saber das leituras realizadas e das próximas datas de encontro: https://midiato.wordpress.com/calendario/. Siga nossas redes sociais: Facebook (https://www.facebook.com/midiatousp/) e Twitter (https://twitter.com/Midiato).

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MidiAto participa do seminário Emergências: novas realidades e as mídias, na PUC-MG

novas-realidades-corrigido-1Entre os dias 3 e 5 de outubro, pesquisadores do MidiAto participam do Seminário Emergências – novas realidades e as mídias, organizado pelo grupo de pesquisa Mídia e Narrativa, da PUC de Minas Gerais.

Rosana Soares, uma das líderes do MidiAto, e Ivan Paganotti (ECA/USP), conduzem a apresentação “O mundo cão de Tudo por um furo: o entretenimento como instrumento (e crítica) da busca pela audiência”, na terça, 3/10, às 19h, na mesa Crítica das ficções audiovisuais. Na quarta, 4/10, às 9h, é a vez dos pesquisadores Fernanda Elouise Budag (Fapcom) e José Augusto Mendes Lobato (UAM, USJT) falarem sobre “(Re)visitar o Outro nas mídias: empatia e alteridade nas construções ficcionais e jornalísticas contemporâneas”, na mesa Entre a telenovela e o jornalismo: questões de alteridade.

Cíntia Liesenberg (PUC Campinas) e Nara Lya Cabral Scabin (UAM) apresentam “A Cracolândia de São Paulo no Le Monde Diplomatique: entre (in)visibilidades e vozes (des)autorizadas”, durante a mesa Narrativas jornalísticas e inclusão social (às 14h30). Eduardo Paschoal (ECA-USP) e Thiago S. Venanzoni (ECA-USP) debatem “A emergência das imagens: estética e política na construção do real” às 16h30, na mesa A estética do Outro: imagens entre cinema e reportagem. Todas as apresentações ocorrem no auditório 2, no prédio 5, da PUC Minas.

Na quinta-feira, 5 /10, às 14h30, na Sala Multimeios do prédio 42, Andrea Limberto (ECA-USP) e Sofia Franco Guilherme (ECA-USP) falam sobre “Emergências sincréticas a partir da produção de Gira pelo Grupo Corpo”, durante a mesa Saberes representativos e narrativas.

Investigadores do MidiAto também participação do evento Jornada das Utopias, que ocorre paralelamente ao seminário. Eles ministrarão oficinas: Thiago Venanzoni fala sobre Videorreportagem multiplataforma (dias 4 e 5/10); Andrea Limberto aborda Websemântica e dados abertos (dias 4 e 5/10); e Silvio Anaz apresenta “Criando séries televisivas complexas (dia 5/10). Veja a programação completa em: https://www.facebook.com/Jornadadasutopias/.

Ivan Paganotti fala sobre Fake News na CDN Talks

O pesquisador do MidiAto Ivan Paganotti participou na última sexta-feira, 14 de setembro, de edição da CDN Talks sobre fake news e pós verdade, discutindo a importância do jornalismo profissional frente à ascensão de publicações de notícias falsas. O evento, promovido pela agência CDN Comunicação, contou também com a presença do editor-chefe do Nexo, Conrado Corsalette.

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CDN Talks sobre Fake News, com a participação de Ivan Paganotti (à dir.)

Confira a seguir um trecho da entrevista de Paganotti ao Portal Comunique-se:

Vamos poder aproximar a reflexão acadêmica e a prática jornalística de um público amplo que, desde a eclosão da crise das notícias fraudulentas nos últimos meses, renovou sua percepção sobre a necessidade de ter acesso a informações relevantes e apuradas

 Assista ao vídeo do evento, disponibilizado pela CDN.

No dia 26, Silvio Anaz fala sobre séries televisivas no Cartografias da Crítica

O ciclo Cartografias da Crítica, promovido pelo MidiAto desde 2015, continua com sua programação no próximo dia 26, terça, com a palestra “Criando séries televisivas complexas”, realizada por Sílvio Anaz. A apresentação ocorre às 14h, na sala 223 do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão.

Silvio Anaz é doutor em comunicação e semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e desenvolve pesquisa de pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais da ECA/USP. É integrante do MidiAto e também do grupo de pesquisa Comunicação e Criação nas Mídias (PUC-SP).

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Leia o resumo da fala de Anaz:

A palestra apresenta as transformações no contexto e nos processos de criação e produção televisivos que levaram as séries dramáticas a desenvolver estruturas intrincadas, com múltiplas tramas, temas áridos, diegeses não convencionais e produções com recursos técnicos, humanos e orçamentários comparáveis às grandes produções cinematográficas. Além das mudanças nas condições de criação, produção e consumo, são examinados também elementos estruturantes da narrativa para entender como que os criadores constroem sua complexidade.

Leitura indicada: Leitura indicada: MITELL, J. “Complexidade narrativa na televisão americana contemporânea”. Matrizes. Ano 5, n. 2, jan./jun. 2012. p. 29-52. Título original: “Narrative complexity in contemporary american television”. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/matrizes/article/view/38326/4118.

Cartografias da Crítica

O ciclo Cartografias da Crítica recupera os fundamentos teóricos sobre crítica, abordando suas diversas correntes teóricas, com o objetivo de debater sobre o atual desenho dos estudos de crítica de mídia e de audiovisual. Também são feitos estudos de textos importantes para o trabalho do grupo. As reuniões são abertas ao público.

Mais do que exercer o julgamento sobre produções midiáticas e audiovisuais, o MidiAto procura desenvolver um posicionamento crítico em relação a elas. Isso significa observá-las do ponto em que se hibridizam, se refazem ou se curvam, oferecendo-se a uma interpretação que pode ser contrastiva a partir de outros meios, suportes e teorias.

O desafio aberto, assim, para este ciclo de encontros é o de fundamentar esse lugar entre meios, suportes e teorias que as atuais produções nos favorecem enxergar a partir dos percursos teóricos já trilhados por estudos tradicionalmente considerados críticos. E o lugar teórico dos estudos de linguagem e das práticas midiáticas é privilegiado para que se desenvolva profusamente tal abertura.

MidiAto co-organiza evento sobre crítica de mídia na UFSC

21728523_10155886181629260_6594394291406216531_nNos dias 21 e 22 de setembro, a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) irá sediar o I Simpósio de Crítica de Mídia – Como criticam os que criticam? O evento é uma realização do Grupo de Pesquisa Crítica de Mídia e Práticas Culturais (do qual o MidiAto faz parte), tendo apoio do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (Posjor), da UFSC.

O simpósio visa a debater e refletir sobre a crítica de mídia observando suas naturezas, as diferentes perspectivas teóricas utilizadas, os modos como é feita, os lugares onde se encontra, bem como os sujeitos que a praticam. Dentre outros aspectos, o evento busca pensar a questão da crítica de jornalismo, sobretudo das coberturas jornalísticas, como objeto de estudo, prática de ensino e formação de novos jornalistas.

Investigadores do MidiAto participam do evento: a professora da ECA/USP Rosana de Lima Soares, a doutora pela ECA/USP Andrea Limberto, o doutorando da ECA/USP Thiago Venanzoni e a professora do Fiam-Faam Juliana Doretto.

Veja abaixo a programação:

21 de setembro (quinta-feira):

14h30: ABERTURA – Crítica de mídia como tarefa acadêmica

Profª Drª Gislene Silva (Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo/UFSC).

Profª Drª Rosana de Lima Soares (Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais/USP).

Ambas as professoras são líderes do Grupo Crítica de Mídia e Práticas Culturais no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq.

15h: MESA 1 – Crítica de mídia em perspectiva aberta

Profª Drª Vera Regina Veiga França – Mídia, dominação ideológica, recepção crítica: relendo o conceito de indústria cultural. (Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação/UFMG).

Prof. Dr. José Luiz Aidar Prado – O que significa hoje fazer crítica midiática? (Pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica / PUC-SP).

Prof. Dr. Marcio Serelle – Reportagem autoreflexiva. (Pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social – Interações Midiáticas/PUC-MG).

Mediadora: Profª Drª Terezinha Silva (USP)

17h: Intervalo Café

17h30: CONVIDADA INTERNACIONAL

María Luísa Sánchez Calero – Crítica de cobertura periodística de catástrofes naturales. (Departamento de Periodismo, Universidad Complutense de Madrid, Espanha).

Mediadora: Profª Drª Gislene Silva (UFSC)

22 de setembro (sexta-feira):

9h30: MESA 2 – Crítica de cinema e crítica de jornalismo pelos estudos da tradução

José Geraldo Couto – Crítica do juízo, juízo da crítica. (Jornalista e crítico de cinema).

Profª Drª Meta Zipser – Crítica das práticas de tradução no campo do Jornalismo. (Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução/UFSC).

Mediador: Prof. Dr. Marcio Serelle (PUC-MG)

12h: Intervalo Almoço

14h: MESA 3 – Crítica de cobertura jornalística

Profª Drª Terezinha Silva – A Operação Lava Jato, a corrupção e o jogo de sombras na cobertura jornalística de um escândalo. (Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo/UFSC).

Profª Drª Daiane Bertasso – O discurso das notícias sobre violência contra mulher. (Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo/UFSC).

Prof. Dr. Rogério Christofoletti – Sete teses para uma autocrítica dos observatórios de mídia. (Pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo/UFSC).

Mediadora: Profª Drª Rosana Soares de Lima (USP)

16h: Intervalo Café

16h30: Painel: jovens pesquisadores

Profª Drª Juliana Doretto (Fiam-Faam) – “É nóis”?: Os critérios de noticiabilidade do “Repórter Rá Teen Bum”

Drª Andrea Limberto (grupo MidiATO) – Crítica de formatos digitais a partir de experiências em Web Art.

Thiago Siqueira Venanzoni, doutorando (ECA/USP) – Os modos da crítica em formas audiovisuais.

Lívia de Souza Vieira, doutoranda (UFSC) – Etnografia como uma metodologia para crítica de mídia.

Isadora Ribeiro, mestranda (UFSC) – Crítica das representações sociais de ruralidade em Globo Rural revista.

Mediadora: Profª Drª Juliana Doretto (Fiam-Faam)

18h: Encerramento

Investigadores do MidiAto se apresentam no Intercom, em Curitiba

*Atualizado em 12/9, às 11h47

Pesquisadores do MidiAto debatem seus artigos no Intercom (Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação), que ocorre até 9 de setembro, em Curitiba (PR).

José Augusto Mendes Lobato, professor da Universidade Anhembi Morumbi e pesquisador do MidiAto, assina, com  Mayara Luma Assmar Correia Maia Lobato (ESPM-SP), o artigo “Alteridade, Empatia e Afetividade no Jornalismo: Por Uma Desinstrumentalização do Olhar Sobre o Outro na Narrativa de Informação”, apresentado no GP (Gruupo de Pesquisa) Teoria do Jornalismo. Leia o resumo abaixo:

Partindo da ideia de que a narrativa jornalística é, mais que um campo de repasse de informação, lugar de encontro e descoberta do outro em variados níveis e categorias, este texto problematiza as funções e o modo como a alteridade é significada em gêneros jornalísticos ou iniciativas híbridas. A ancoragem nos conceitos de exclusão, representação e identidade-alteridade dá sequência a um debate sobre a natureza testemunhal do narrar jornalístico e seu poder afetivo e sensível. Ao fim, notamos que, de forma explícita ou não, e dentro ou fora do jornalismo convencional, pode-se des-instrumentalizar o excluído/marginalizado em narrativas de alteridade, visando à sua tradução, compreensão e leitura.

Fernanda Elouise Budag, docente da Fapcom, fala do artigo “Imersão narrativa: discursos e materialidades em série norte-americana”, no GP Estudos de televisão e televisualidades. Veja o resumo do trabalho:

Apresentamos neste espaço uma síntese/recorte dos resultados finais de nossa tese de doutorado, que assumiu como objeto empírico um produto televisivo, a série norte-americana Once upon a time. De forma subjacente, ao longo de todo o estudo, buscamos contribuir teórica e metodologicamente com a pesquisa de textos televisuais. Com cerne na dimensão discursiva, nosso objetivo foi investigar como opera a intertextualidade (KRISTEVA, 2012; FIORIN, 2003) na construção narrativa dessa série contemporânea. Para tanto adotamos uma metodologia que caminha do plano verbal ao imagético. Sendo a narrativa em foco dividida em dois textos diegéticos distintos, entre os resultados mais singulares da investigação destacamos que enxergamos nos objetos cênicos os seus grandes articuladores intertextuais.

Nara Lya Cabral Scabin, doutoranda pela ECA/USP, apresentou o trabalho “Liberdade de expressão, uma liberdade complexa” no GP Comunicação, Mídias e Liberdade de Expressão. Veja o resumo do artigo:

Neste artigo, traçamos reflexões acerca das crises contemporâneas que constituem
fatores decisivos à compreensão do contexto em que emergem disputas identitárias a propósito de padrões discursivos e linguísticos, manifestações em torno do estatuto político da representação, reivindicações de maior representatividade por parte das minorias sociais nos meios de comunicação e polêmicas em torno do potencial ofensivo de determinadas produções discursivas em relação a esses grupos. Entre essas crises, interessa-nos discutir as tensões e reposicionamentos que se colocam em relação aos discursos que compõem o debate sobre liberdade de expressão na atualidade, marcada pelo fim do consenso liberal sobre a liberdade de expressão, pela complexidade da ponderação entre direitos fundamentais e pelo ecoar das vozes do multiculturalismo

Por fim, “Coreografando o Grupo Corpo no YouTube e no telejornalismo: O audiovisual como registro do processo de criação da dança” foi o trabalho debatido por Sofia Franco Guilherme, mestranda pela ECA/USP no GP Estudos de Televisão e Televisualidade.

Obra de Renato Ortiz é tema de colóquio na ECA-USP

No dia 25 de agosto, a Escola de Comunicações e Artes da USP recebeu o Colóquio Renato Ortiz, dedicado a homenagear e debater a extensa e relevante obra do autor, com mesas abordando seus temas mais importantes: a cultura popular, a globalização, a mídia e o mercado cultural, além do campo das ciências sociais. Após a sequência de apresentações feita por renomados pesquisadores, os organizadores Eduardo Vicente (USP), Marcia Tosta Dias (Unifesp) e Michel Nicolau Netto (Unicamp) promoveram um encontro com o próprio Renato Ortiz, que recuperou as falas precedentes e respondeu aos questionamentos do público.

Trechos das falas estão disponíveis em nossa playlist no YouTube.

Os vídeos completos das sessões vespertinas estarão disponíveis na plataforma do IPTV-USP: www.iptv.usp.br.

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Juliana Doretto conduz entrevista sobre jornalismo de dados

Apresentado pela pesquisadora do MidiAto Juliana Doretto, a terceira edição do programa de entrevistas “Visões do Jornalismo”, do Mestrado Profissional em Jornalismo do Fiam-Faam Centro Universitário, teve como tema o jornalismo de dados.

O jornalista Léo Arcoverde, fundador e editor-chefe do site Fiquem Sabendo, e André Rosa de Oliveira, doutor em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo e estudioso das bases de dados jornalísticas na web, falaram sobre a definição e o surgimento do conceito, além dos dilemas éticos e das dificuldades dessa prática jornalística.

Veja o programa:

 

O programa “Visões do Jornalismo” é veiculado mensalmente pelo canal da Fiam no YouTube e apresentado pela professora Juliana Doretto. Veja os episódios anteriores aqui.

Ciclo Cartografias da Crítica realiza debate sobre o popular no dia 29

O ciclo Cartografias da Crítica, promovido pelo MidiAto desde 2015, realiza seu próximo encontro na terça-feira, dia 29, às 14h30,  com o título “Os populares entre demandas sociopolíticas e afirmação de identidades”.

Na proposta da discussão:

Propõe-se um debate sobre as noções de popular partindo de dois caminhos teóricos, representando cada um deles também uma demanda política, que acabam por se encontrar: o popular a partir de uma retomada do que é o político e dos limites para a contemporânea noção de cidadania e o popular a partir de uma demanda por representatividade e reconhecimento principalmente a partir dos desígnios de raça, sexo e classe. A hipótese é a de que esse encontro ao redor das motivações populares acontece nas experiências midiáticas e é desafiado por elas a partir da presença dos sujeitos nesse âmbito.

Veja abaixo o texto para leitura:

ERREJÓN, Íñigo; MOUFFE, Chantal. Construir pueblo: hegemonía y radicalización de la democracia. Barcelona: Icária, 2015. p. 83-106.

Leia ainda outros trabalhos complementares:

ERREJÓN, Íñigo; MOUFFE, Chantal. Podemos. In the name of the people. Lawrence and Wishart, 2016. Disponível em: https://www.lwbooks.co.uk/book/podemos-in-name-of-people  e https://muse.jhu.edu/.

FRASER, Nancy. “Reconhecimento sem ética?”. In: Teoria critica no século XXI. SOUZA, Jessé; MATOS, Patrícia (Orgs.). São Paulo: Annablume, 2007. p. 113-139.

JAMES, Selma. Sex, race, class: the dynamics of control. Boston; Massachusetts: Barnard College Women’s Center, 1983.

MOUFFE, Chantal. “Democratic politics and the dynamics of passions”. In: PALONEN, KARI; PULKKINEN, TUIJA; ROSALES, JOSÉ MARIA (Eds.). The politics of democratization in Europe: concepts and histories. NY: Routledge, 2016. p. 89-100.

MOUFFE, Chantal. El retorno de lo político: comunidad, ciudadanía, pluralismo, democracia radical. Barcelona: Paidós, 1999.

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Cartografias da Crítica

O ciclo Cartografias da Crítica recupera os fundamentos teóricos sobre crítica, abordando suas diversas correntes teóricas, com o objetivo de debater sobre o atual desenho dos estudos de crítica de mídia e de audiovisual. Também são feitos estudos de textos importantes para o trabalho do grupo. As reuniões são abertas ao público.

Mais do que exercer o julgamento sobre produções midiáticas e audiovisuais, o MidiAto procura desenvolver um posicionamento crítico em relação a elas. Isso significa observá-las do ponto em que se hibridizam, se refazem ou se curvam, oferecendo-se a uma interpretação que pode ser contrastiva a partir de outros meios, suportes e teorias.

O desafio aberto, assim, para este ciclo de encontros é o de fundamentar esse lugar entre meios, suportes e teorias que as atuais produções nos favorecem enxergar a partir dos percursos teóricos já trilhados por estudos tradicionalmente considerados críticos. E o lugar teórico dos estudos de linguagem e das práticas midiáticas é privilegiado para que se desenvolva profusamente tal abertura.

 

 

 

 

 

Rosana Soares e Juliana Doretto participam da Compós, em SP

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Apresentação no GT Cultura das Mídias

O 26º Encontro da Compós, a Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, ocorrido em junho de 2017, teve a participação de investigadores do MidiAto.

Rosana de Lima Soares, uma das líderes do grupo, foi vice-coordenadora do Grupo de Trabalho Cultura das Mídias, coordenado pelo professor da PUC Minas Márcio Serelle. O GT se volta ao “estudo de produtos e de processos culturais no âmbito da comunicação, abrangendo práticas discursivas diversas postas em circulação por diferentes meios”, segundo sua ementa.

Juliana Doretto, professora do Mestrado Profissional do Fiam-Faam, apresentou trabalho no Grupo de Trabalho “Recepção: processos de interpretação, uso e consumo midiáticos”. O texto de Doretto aborda a participação de crianças e jovens na construção da narrativa jornalística em veículos a eles destinados. A autora estudou cartas enviadas por leitores à revista Ciência Hoje das Crianças.