Obra de Renato Ortiz em debate

Está disponível a íntegra dos vídeos das atividades vespertinas do Colóquio Renato Ortiz, homenagem feita em 25 de agosto, na Escola de Comunicações e Artes da USP, ao pesquisador e sua obra. Neles é possível acompanhar o debate sobre mídia e mercado cultural, terceira mesa do evento contando com as pesquisadoras Marcia Tosta Dias (Unifesp) e Mônica Rugai Bastos (FAAP) e mediação de Michel Nicolau Netto (Unicamp). A inserção da obra de Renato Ortiz no campo das ciências sociais foi tema da quarta mesa do colóquio, contando com os pesquisadores Leopoldo Waizbort (FFLCH-USP), Gabriel Cohn (FFLCH-USP) e Elide Rugai Bastos (Unicamp/Unifesp), com mediação de Cristina Costa (ECA-USP). A última sessão do evento teve a presença do próprio Renato Ortiz, que recuperou as falas precedentes e respondeu aos questionamentos do público, num encontro promovido pelos organizadores Eduardo Vicente (USP), Marcia Tosta Dias (Unifesp) e Michel Nicolau Netto (Unicamp).

Confira os vídeos nos links abaixo:

Mesa 3 – Mídia e Mercado Cultural (parte 1)

Mesa 3 – Mídia e Mercado Cultural (parte 2)

Mesa 4 – Ciências Sociais (parte 1)

Mesa 4 – Ciências Sociais (parte 2)

Conversa com o autor (parte 1)

Conversa com o autor (parte 2)

 

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MidiAto promove debate e lançamento do livro ‘Mediações críticas’

capaNo dia 14, quinta, às 14h30, o MidiAto promove o debate e lançamento do livro “Mediações críticas: representações na cultura midiática”, na sala 224 do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão, da ECA/USP. O evento encerra as atividades de 2017 do Ciclo Cartografias da Crítica, promovido pelo MidiAto com o objetivo de recuperar os fundamentos teóricos sobre a crítica.

O livro “Mediações críticas: representações na cultura midiática”, organizado por Marcio Serelle (PUC Minas) e Rosana Soares (ECA/USP), é o primeiro publicado pela Rede de Pesquisa em Cultura Midiática – Metacrítica (USP, PUC Minas e UFSC), contando com 16 artigos que abordam temas diversos, como os do jornalismo impresso e audiovisual, das séries televisivas e das redes sociais, estabelecendo o campo da crítica de mídia como uma crítica das mediações.

Participarão do debate Mayra Rodrigues Gomes, professora titular do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP e uma das líderes do MidiAto, e Marcio Serelle, professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da PUC Minas, e um dos organizadores da obra (juntamente com Rosana Soares, professora da ECA/USP e uma das líderes do MidiAto).

Faça aqui o download gratuito do e-book “Mediações críticas: representações na cultura midiática”

Leia abaixo trecho de introdução da obra:

Nisso, a mediação possui implicações éticas, pois, como não se esgota na recepção, ela se desdobra no cotidiano e afeta o modo como nos relacionamos uns com os outros. Na ambiguidade de nosso contexto, alguns grupos sub-representados, mais articulados politicamente, cada vez mais reivindicam visibilidade e recusam os estereótipos que, historicamente, têm sido impostos a eles. Essas exigências já repercutem nas representações midiáticas e tornaram-se um importante eixo para a crítica. A contrapelo, contudo, persistem e mesmo avançam práticas que objetivam a construção de um outro radical que, visto como ameaça, deve ser necessariamente banido ou mesmo aniquilado.
Na multiplicidade das mediações e das representações por ela engendradas, o gesto imprescindível de narrar o outro assume formas diversas e, por vezes, contraditórias: atos de domesticação ou apagamento de diversidade; de afirmação de distâncias intransponíveis; de contranarrativas, na luta por representatividade e pelo desmanche de estereótipos, de discursos não hegemônicos em busca de reconhecimento.

Rumores lança nova edição, com dossiê sobre o imaginário de filmes e séries famosos

cover_issue_10304_pt_BRA Rumores – Revista Online de Comunicação, Linguagem e Mídias acaba de lançar mais uma edição, a de número 22. A publicação traz o dossiê “De onde vem o imaginário dos filmes e séries de sucesso?”.

Organizado por Sílvio Anaz, o dossiê traz nove trabalhos de pesquisadores brasileiros e estrangeiros, que estudam filmes e séries que tiveram reconhecida circulação e sucesso midiático, variando desde Match point, Outlander, Once upon a time e A feiticeira , aos filmes …E o vento levou, Avatar, Titanic, e aos nacionais Mulheres apaixonadas e Sessão de terapia.

Mayra Rodrigues Gomes, uma das líderes do MidiAto, assina “A colonização da cultura: ainda sobre classificação indicativa”, e Ivan Paganotti, pesquisador do grupo, é autor da resenha “Privilégios, vigilância e planejamento: a luta pelos sentidos na ação da censura”, a partir do mais recente livro de Robert Darnton, Censores em ação: como os Estados influenciaram a literatura.

Rumores é uma publicação do MidiAto, da ECA-USP, voltada para a divulgação de artigos científicos e resenhas que contribuam para o debate crítico dos temas tratados. A revista recebe submissões em fluxo contínuo, e as normas de envio estão no site www.usp.br/rumores.

Veja abaixo os textos da edição atual:

EDITORIAL

Imaginários em movimento na cultura e na vida social
Rosana de Lima Soares, Andrea Limberto

DOSSIÊ

Dossiê “De onde vem o imaginário dos filmes e séries de sucesso?”
Silvio Anaz

Campeões de bilheteria e o sucesso como antídoto ao terceiro
Ana Taís Portanova Barros

Imaginário serial: compartilhamento de arquétipos
Danielle Perin Rocha Pitta

A filosofia de Match point: síntese do imaginário trágico de Woody Allen
Rogério de Almeida, Marcos Beccari

Agência nos thrillers cinematográficos de conspiração
Temenuga Trifonova

Tomando decisões criativas nos estúdios da Hollywood contemporânea
Alexander G. Ross

Outlander: um olhar feminino sobre a sexualidade
Carlos Gerbase

Serialização da cultura e promoção de imaginários ambivalentes: construindo o “comum-excepcional” em A feiticeira
Rose de Melo Rocha, Paulo Roberto Ferreira da Cunha

Anotações sobre a modernidade líquida em Once Upon a Time
Marcos Aleksander Brandão, Laura Canepa

Representação da violência doméstica em produções seriadas brasileiras
Mõnica Martinez, Samantha Nogueira Joyce

ARTIGOS

A colonização da cultura: ainda sobre Classificação Indicativa
Mayra Rodrigues Gomes

Os golpes de 1964 e 2016: poder, espetáculo, simulacro
Cláudio Novaes Pinto Coelho

Temer na EBC: uma análise da cobertura da rede pública brasileira dos 111 dias de governo interino
Franco Iacomini, Tarcis Prado Junior, Moisés Cardoso, Rodrigo Asturian, Leticia Mueller

Bottle rack: a ausência da Coca-Cola nas obras de Marcel Duchamp
Miriam Cristina Carlos Silva, Paulo Celso da Silva

“Sou fã da revistinha”: as mensagens enviadas pelas crianças ao jornalismo infantojuvenil
Juliana Doretto

O lead nos títulos jornalísticos: um estudo comparado entre os jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo
Lucas Santiago Arraes Reino, Thaísa Cristina Bueno

RESENHA

Privilégios, vigilância e planejamento: a luta pelos sentidos na ação da censura
Ivan Paganotti

Pesquisadores do MidiAto se apresentam no congresso da SBPjor

O 15º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), sediado no Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, no começo de novembro, contou com as apresentações de membros do MidiAto.

Felipe Polydoro mostrou seu trabalho no dia 10 de novembro, na sessão 12, “Fotojornalismo”, intitulado “Flagrantes visuais amadores e impacto público: apontamentos sobre o caso de Favela Naval (1997)”. Veja abaixo o resumo:

Na sua edição de 31 de março de 1997, o Jornal Nacional (Rede Globo) veiculou uma série de reportagens sobre práticas violentas de policiais militares contra moradores de Favela Naval, em Diadema (SP). De grande repercussão, o escândalo desencadeou consequências políticas e institucionais diretas. Nossa hipótese é de que um dos fatores a amplificar o impacto foi o modo como a denúncia ganhou visibilidade: uma filmagem amadora produzida por um cinegrafista independente em colaboração com moradores da região. Neste trabalho, trazemos um levantamento inicial de elementos que permitam articular, de um lado, as especificidades estéticas, narrativas e discursivas das reportagens produzidas a partir do vídeo amador e, de outro, o contexto social, político e institucional em que eclode o acontecimento de Favela Naval.

“Liberdade de expressão, humor e ofensa: análise discursiva dos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo” foi o título do artigo que Nara Lya Cabral Scabin apresentou como “comunicação livre”. Abaixo, o resumo:

Este trabalho pretende analisar os discursos sobre liberdade de expressão, humor e ofensa que emergem nos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, entre 2012 e 2016. Como procuramos mostrar ao longo do artigo, as polêmicas em torno de manifestações humorísticas trazida à luz na esfera pública são marcadas por discursos sobre a colisão entre direitos fundamentais. Nossos achados de pesquisa indicam que o posicionamento dos jornais analisados é caracterizado ora pela invisibilização do Outro, ora pelo enquadramento do Outro a partir de categorias binárias. À guisa de considerações finais, buscamos discutir o papel do campo da Comunicação nesse debate, destacando a urgência da construção de uma esfera de crítica jornalística eticamente comprometida com o desafio da representação da alteridade.

Juliana Doretto assinou com Thais Furtado, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o artigo “A “invasão” das crianças no discurso jornalístico: a representação não desejada da infância”, no coordenada Jornalismo e Discurso. Leia o resumo:

Meninas e meninos, nos discursos jornalísticos, vêm sendo representados a partir de estereótipos. Essas representações podem ser resumidas em uma dicotomia: o ser inocente, que deve ser protegido; e, em oposição, o delinquente, que transgride o papel esperado para essa fase da vida. A “invasão” dos filhos do pesquisador Robert Kelly durante entrevista concedida à rede de televisão BBC teve grande repercussão, gerando discussões sobre estereótipos do comportamento paterno e materno e da mulher estrangeira, mas também trazendo uma representação não esperada da infância, em que o brincar perturba a seriedade da narrativa jornalística. Pelo viés da Análise do Discurso de linha francesa, percebemos que a “invasão” rompe o contrato de comunicação estabelecido na entrevista, o que poderia explicar sua repercussão. Por fim, vimos que ela interfere também na representação dos adultos esperada na situação de comunicação.

 

Ivan Paganotti fala de metacrítica no ciclo Cartografias

No dia 5 de dezembro (terça), realiza-se mais um encontro do ciclo Cartografias da Crítica, promovido pelo MidiAto desde 2015. Ivan Paganotti, doutor pela ECA/USP e investigador do MidiAto, realiza a palestra “Critérios sob juízo: (in)definição dos conceitos de metacrítica a partir de sua meta”. O evento acontece às 14h30, no Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da ECA/USP.

Leia abaixo o resumo da fala de Paganotti:

A reflexão contemporânea sobre níveis distintos da crítica tem focado, a partir de perspectivas contrastantes, o conceito de metacrítica. Em um dos sentidos desse termo, França (2014) aprofunda os estudos de Boltanski (2011) para destacar a diferença entre uma crítica mundana e uma metacrítica acadêmica, que parte dos comentários de diferentes atores sociais, refletindo sobre seus pressupostos e lugares de fala. Entretanto, outra definição pode ser apresentada para esse mesmo conceito, destacando não tanto seu ponto de partida, mas seu meio e seu objetivo (PAGANOTTI & SOARES, 2015): assim, metacrítica é compreendida como a crítica midiática veiculada pela própria mídia, tratando com especial atenção os critérios adotados para esse julgamento ponderado (tanto da expressão midiática original quanto de seu comentário), sem ignorar a tensão de ocupar um espaço dentro das mesmas engrenagens do maquinário midiático que se pretende avaliar. Para melhor compreender e definir os limites entre as diferentes noções ao redor desse problemático conceito, é necessário questionar: qual a meta da metacrítica?

 
Leitura indicada:

 FRANÇA, Vera Veiga. “Crítica e metacrítica: contribuição e responsabilidade das teorias da comunicação”MATRIZes, vol. 8, n. 2, p. 101-116, jul.-dez./2014.

Leituras complementares:

PAGANOTTI, Ivan; SOARES, Rosana de Lima. “Metacrítica midiática: reflexos e reflexões das imagens em Black mirror. In: SOARES, Rosana de Lima; GOMES, Mayra Rodrigues (orgs.). Por uma crítica do visível. São Paulo: ECA-USP, 2015, p. 37-53.

TANSKI, Luc. On critique: a sociology of emancipation. Cambridge: Polity Press, 2011.

Cartografias da Crítica

O ciclo Cartografias da Crítica recupera os fundamentos teóricos sobre crítica, abordando suas diversas correntes teóricas, com o objetivo de debater sobre o atual desenho dos estudos de crítica de mídia e de audiovisual. Também são feitos estudos de textos importantes para o trabalho do grupo. As reuniões são abertas ao público.

Mais do que exercer o julgamento sobre produções midiáticas e audiovisuais, o MidiAto procura desenvolver um posicionamento crítico em relação a elas. Isso significa observá-las do ponto em que se hibridizam, se refazem ou se curvam, oferecendo-se a uma interpretação que pode ser contrastiva a partir de outros meios, suportes e teorias.

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O desafio aberto, assim, para este ciclo de encontros é o de fundamentar esse lugar entre meios, suportes e teorias que as atuais produções nos favorecem enxergar a partir dos percursos teóricos já trilhados por estudos tradicionalmente considerados críticos. E o lugar teórico dos estudos de linguagem e das práticas midiáticas é privilegiado para que se desenvolva profusamente tal abertura.

Ciclo Leituras Críticas debate a mulher na teledramaturgia brasileira

Na próxima terça-feira, dia 14 de novembro, às 14h, o Grupo de pesquisa MidiAto (ECA-USP) dá sequência ao ciclo Leituras Críticas. Neste encontro, Daniele Gross apresenta o texto Construídas e Representadas: a mulher na teledramaturgia brasileira, adaptado de sua tese de doutorado.

O trabalho problematiza as temáticas ao redor do feminino na teledramaturgia brasileira, seguindo pesquisa de doutorado que abrangeu 15 programas entre séries (e suas variações), seriados e unitários, em um período de 33 anos (1979 a 2012). Também inclui um debate sobre as perspectivas atuais que o gênero (teledramaturgia) vem apresentando sobre as questões do feminino na sociedade brasileira.

Leitura indicada:
GROSS, D. “Construídas e Representadas: a mulher na teledramaturgia brasileira” (anexo). Texto adaptado da tese de doutorado da autora EntreGênerosrepresentações do feminino na teledramaturgia brasileira. Escola de Comunicações e Artes da USP. 2016.

Leitura complementar: FREIRE FILHO, J. “Força de Expressão: construção, consumo e contestação das representações midiáticas das minorias”. Revista Famecos, n. 28, dez. 2005, Porto Alegre.

O ciclo Leituras Críticas tem o objetivo de debater temas contemporâneos e renovar modos de pensar sobre as mídias em perspectiva crítica. Tratamos de processos de mediação cultural, hibridismos narrativos, gêneros audiovisuais, renovação do político, cultura popular, lutas por identidade e reconhecimento por meio das questões de raça, gênero e classe social, além do desafio de precisar a própria crítica como lugar privilegiado para o exercício de análises das mídias.

Os encontros desse semestre acontecem na Escola de Comunicações e Artes da USP, quinzenalmente, sempre nas tardes de terça-feira, na sala 223 do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR).

Acompanhe nosso calendário para saber das leituras realizadas e das próximas datas de encontro: https://midiato.wordpress.com/calendario/.
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Pesquisadores do MidiAto assinam capítulos no livro “Fluxos Culturais”

Rosana de Lima Soares, uma das líderes do MidiAto, assina em coautoria com Eduardo Vicente o capítulo “Não existe fronteira para a minha poesia: diálogos entre a cultura hip hop e a tradição da MPB” no livro “Fluxos Culturais: arte, educação, comunicação e mídias”, lançado em outubro de 2017. A publicação tem organização de Rogério de Almeida e Marcos Beccari da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.

A edição também conta com o texto “O problema da superinterpretação das narrativas audiovisuais” de Sílvio Anaz, pós-doutorando no Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais da ECA/USP.fluxos culturais

O livro é uma coletânea que reúne investigações ligadas, direta ou indiretamente, a dois grupos de pesquisa: o Grupo de Estudos sobre Itinerários de Formação em Educação e Cultura – GEIFEC e o Laboratório Experimental de Arte-Educação e Cultura – Lab_Arte, ambos da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Tendo em foco um amplo e impreciso território que abarca arte, educação, comunicação e mídias, a obra apresenta o modo como alguns professores/as e pesquisadores/as, com diferentes formações e orientações teóricas, conjugam e promovem a diversidade de processos formativos entrecruzados com outros modos de expressão cultural. Assim, mais do que um conjunto de reflexões ou testemunhos sobre a cultura contemporânea, trata-se de desenrolar, por meio de vozes distintas, alguns fluxos culturais que nos perfazem.

O livro Fluxos Culturais está disponível para download no Portal de Livros Abertos da USP.

Cartografias da Crítica tem palestra de Felipe Polydoro sobre ‘videográficos’ no dia 24

Na próxima terça, 24, realiza-se mais um encontro do ciclo Cartografias da Crítica, promovido pelo MidiAto desde 2015. A palestra “Imagens urgentes: flagrantes videográficos de violência policial na periferia”, realizada por Felipe Polydoro, investigador do MidiAto, ocorre às 14h, na sala 223 do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão.

Felipe Polydoro é doutor em Meios e Processos Audiovisuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Desenvolve pesquisa de pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em História Social da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. É membro ainda do grupo de pesquisa História e Audiovisual: Circularidades e Formas de Comunicação (ECA-FFLCH-USP).

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Leia o resumo da fala de Polydoro:

Moradores de periferia têm usado amplamente o celular e as redes sociais para produzir e fazer circular imagens cruas que denunciam episódios de abuso policial. Nesta palestra, refletiremos sobre a eficácia desses flagrantes videográficos como prova “autêntica” e como recurso para furar a barreira da cobertura midiática. Examinaremos também os limites dessa imagem – que associa a periferia à violência – como agente de transformação de uma cultura repressiva respaldada por setores da sociedade. Servirão de referência para discussão tanto vídeos recentes feitos com celular quanto casos históricos de grande repercussão (Favela Naval, no Brasil; Rodney King, nos EUA). Partindo de um método analítico que articula elementos estéticos e informativos, observaremos ainda como essas filmagens tomadas em situações de perigo e conflito expressam, em detalhes formais sutis, a memória do encontro entre a periferia e as forças repressivas do estado.

Leitura indicada: POLYDORO, F. “Estética e informação em um vídeo de violência policial na periferia”. Rumores, v. 10, n. 19, 2016, p. 91-105. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/Rumores/article/view/112551/115188.

Cartografias da Crítica

O ciclo Cartografias da Crítica recupera os fundamentos teóricos sobre crítica, abordando suas diversas correntes teóricas, com o objetivo de debater sobre o atual desenho dos estudos de crítica de mídia e de audiovisual. Também são feitos estudos de textos importantes para o trabalho do grupo. As reuniões são abertas ao público.

Mais do que exercer o julgamento sobre produções midiáticas e audiovisuais, o MidiAto procura desenvolver um posicionamento crítico em relação a elas. Isso significa observá-las do ponto em que se hibridizam, se refazem ou se curvam, oferecendo-se a uma interpretação que pode ser contrastiva a partir de outros meios, suportes e teorias.

O desafio aberto, assim, para este ciclo de encontros é o de fundamentar esse lugar entre meios, suportes e teorias que as atuais produções nos favorecem enxergar a partir dos percursos teóricos já trilhados por estudos tradicionalmente considerados críticos. E o lugar teórico dos estudos de linguagem e das práticas midiáticas é privilegiado para que se desenvolva profusamente tal abertura.

Rosana Soares participa de seminário sobre Sociedade do Espetáculo na Cásper Líbero

Rosana de Lima Soares, professora da ECA/USP e uma das líderes do MidiaAto, participa do Seminário Comunicação, Cultura e Sociedade do Espetáculo, realizado desde quarta (18) até sábado, 21, na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo.

O evento comemora os 50 anos de publicação do livro “A Sociedade do Espetáculo”, além de contar com trabalhos que discutem a relevância e a atualidade da obra de Debord, e reflexões sobre a presença da indústria cultural na sociedade contemporânea e sobre produções culturais e práticas comunicacionais que procuram caminhos alternativos.


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A professora Rosana de Lima Soares (à dir.) fala durante a abertura do Seminário

A professora Rosana Soares participou da mesa de abertura do seminário, com fala sobre “Crítica audiovisual e cultura contemporânea: visibilidades encenadas”. Participaram também os professores Cláudio Novaes Pinto Coelho, Coordenador do Grupo de Pesquisa Comunicação e sociedade do Espetáculo e um dos organizadores do evento,  Maria Ribeiro do Valle, José Eugênio de Oliveira Menezes e Antônio Roberto Chiachiri Filho. Veja aqui mais informações sobre o Seminário.

Em sua fala, Rosana Soares abordou “os discursos das mídias de caráter predominantemente factual, a fim de estabelecer entre eles uma análise contrastiva, contribuindo para a reflexão sobre o estatuto das imagens na contemporaneidade”. Por meio da análise de documentários e programas televisivos, a professora explorou a questão dos novos realismos presentes nessas produções a partir de uma perspectiva crítica sobre os modos de endereçamento do mundo concreto, passando pelas injunções das imagens técnicas frente a uma cultura midiática cada vez mais marcada por processos que visam produzir determinados efeitos de realidade”.

Ciclo Leituras Críticas debate Ralé Brasileira no dia 10

O Grupo de pesquisa MidiAto (ECA-USP) realiza, desde março de 2017, o ciclo Leituras Críticas com o objetivo de debater temas contemporâneos e renovar modos de pensar sobre as mídias em perspectiva crítica. Tratamos de processos de mediação cultural, hibridismos narrativos, gêneros audiovisuais, renovação do político, cultura popular, lutas por identidade e reconhecimento por meio das questões de raça, gênero e classe social, além do desafio de precisar a própria crítica como lugar privilegiado para o exercício de análises das mídias.

Na sequência do Leituras,  no dia 10 de outubro, às 14h, será realizado o debate “Como é possível perceber o Brasil contemporâneo de modo novo?”, a partir da obra Ralé brasileira: quem é e como vive, de Jessé Souza. Trata-se de um texto provocativo, no sentido de nos fazer questionar as bases naturalizadas de um certo entendimento identitário do brasileiro, e também propositivo, já exposto no título-questão, estimulando a reflexão.

Quais seriam as bases para se pensar um Brasil que se coloca de outros modos no contemporâneo? Essa é a questão de entrada do pesquisador e sociólogo brasileiro Jessé Souza em seu livro sobre os excluídos, marginalizados, subalternos, entre outras categorizações, que o autor tematiza como “a ralé brasileira”. Essa também é uma questão que atravessa toda a obra de Jessé, que complexifica as adesões históricas e políticas em nosso país e busca compreender as relações de poder instituídas e suas tensões na última década.

Os encontros desse semestre acontecem na Escola de Comunicações e Artes da USP, quinzenalmente, sempre nas tardes de terça-feira, na sala 223 do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR). Acompanhe nosso calendário para saber das leituras realizadas e das próximas datas de encontro: https://midiato.wordpress.com/calendario/. Siga nossas redes sociais: Facebook (https://www.facebook.com/midiatousp/) e Twitter (https://twitter.com/Midiato).