Ivan Paganotti participa do congresso da SBPJor

sbpjor2019O pesquisador do MidiAto Ivan Paganotti apresentou seu trabalho “(In)verdades (in)convenientes: STF, “fake news” e a censura da Crusoé” durante o 17º Encontro de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), realizado em novembro de 2019 na Universidade Federal de Goiás, em Goiânia (GO).

O artigo completo está disponível no link. Confira abaixo o resumo:

O artigo avalia a censura promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra os sites Crusoé e O Antagonista, acusados de publicar notícias falsas contra o presidente dessa corte. Pretende-se questionar se é possível qualificar como “notícia falsa” a divulgação de informação que consta em processos judiciais (como foi o caso), e se é legítimo que o próprio judiciário intervenha, removendo essas publicações. Este artigo procura avaliar o impacto desse caso de censura, considerando como o contraditório conceito das “fake news” pode ter sido usado de forma conveniente para remover conteúdos incômodos aos ministros do STF. A metodologia adotada envolve a análise da argumentação jurídica em caso de controle comunicacional e a repercussão do caso pela própria imprensa (PAGANOTTI, 2015), ponderando como essa proibição procura se distinguir – de forma mais ou menos eficaz – da censura.

 

Integrantes do MidiAto participam do congresso da ALAS

logo_alas_18_04Rosana de Lima Soares, umas das líderes do MidiAto, e Thiago S. Venanzoni, doutorando do PPGMPA e professor no FIAM-FAAM, apresentaram trabalhos no XXXII Congreso Internacional da Asociación Latinoamericana de Sociologia (ALAS), ocorrido entre os dias 1 e 6 de dezembro na Universidade Nacional Mayor de San Marcos (UNMSM) de Lima, Peru. Veja abaixo os resumos.

Áudio e ativismo social: uso das práticas do podcast para a visibilidade de um discurso feminista

Rosana de Lima Soares (USP) e Eduardo Vicente (USP)

Esta comunicação busca refletir acerca da prática do podcast e de suas possibilidades de uso como instrumento de afirmação identitária, particularmente quando se trata de grupos minoritários em disputa por hegemonia e reconhecimento por meio de discursos voltados a causas sociais e políticas. Em um cenário como o brasileiro, marcado por um sistema de comunicação pública fragilizado e por um forte controle econômico e ideológico dos grandes veículos de comunicação, entendemos que o podcast tem o potencial de favorecer o desenvolvimento de novas estratégias de visibilidade, além de ampliar o alcance da atuação de ativistas vinculados a diferentes causas e movimentos.
Neste trabalho, abordaremos essas questões a partir da análise de produções que apresentam diferentes abordagens do discurso feminista e/ou enfocam temas diversos, tais como desigualdade salarial e de condições de trabalho, feminicídio e xenofobia, além de maternidade, igualdade de direitos, atuação profissional, militância, igualdade econômica e sexual, entre outros. Analisaremos especialmente produções brasileiras, mas também aquelas oriundas de outros países, como Espanha, Estados Unidos, Reino Unido e França, que exemplifiquem esse amplo espectro de referências e que expressem diferentes possibilidades da linguagem sonora e do story telling. Para a abordagem teórica do tema recorreremos às contribuições de autores como Jesús Martín-Barbero, Aníbal Quijano, Renato Ortiz, Stuart Hall e Pierre Bourdieu, além de outros voltados para os estudos do jornalismo narrativo e da análise de discurso dos meios de comunicação.

Resistência e diversidade em plataformas globais de distribuição

Thiago Siqueira Venanzoni (ECA/USP)

O presente trabalho analisa a entrada de duas produções de coletivos audiovisuais na plataforma global de streaming Netflix. O dilema que se impõe nessa distribuição se refere ao que Renato Ortiz (2015) avalia como um mal-estar entre o universalismo e a diversidade: como ser diverso e ao mesmo tempo universal? As produções em análise, Branco sai, preto fica (Adirley Queirós, 2014), do Coletivo de Cinema de Ceilândia (CEICINE), Ceilândia-DF, que ficou disponível na Netflix entre 2016 e 2017, e Temporada (André Novais Oliveira, 2018), do Coletivo Filme de Plástico, de Contagem-MG, disponibilizado no ano de 2019 na plataforma, se referem também a dois modos e tempos de distribuição e circulação em conteúdos audiovisuais no Brasil.

Integrantes do MidiAto debatem suas pesquisas no Ibercom 2019

ibercomPesquisadoras do MidiAto participaram do XVI Congresso Ibercom entre 27 e 29 de novembro de 2018, na Pontifícia Universidad Javeriana, em Bogotá (Colômbia). O evento é organizado a bienalmente pela Associação Iberoamericana de Comunicação (Ibercom) e, na edição deste ano, teve como tema central “Comunicação, Violências e Transições”. A programação geral do congresso está disponível no site.

Confira abaixo os títulos e resumos das apresentações de integrantes do Grupo:

Políticas públicas, gênero e violência: o jornalismo na transição entre discursividades

Nara Lya Cabral Scabin

O trabalho propôs analisar discursivamente a cobertura dos jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e O Globo sobre políticas públicas, em esfera federal, voltadas ao enfrentamento da violência e discriminação de gênero no país, em um período de trinta anos (1985 a 2015). Para isso, foram realizadas buscas nas edições impressas disponíveis nos acervos dos três jornais escolhidos. Como principal referência teórico-metodológica do trabalho, apontam-se elementos da “semântica global do discurso”, como proposta por Dominique Maingueneau.

A função social da dança apresentada no jornalismo audiovisual especializado em cultura
Sofia Franco Guilherme

Investigamos como o jornalismo cultural para televisão apresenta a função social da dança como expressão artística para todos. Para isso, analisamos a reportagem sobre Ivaldo Bertazzo na Série Corpos do Starte, exibida pela GloboNews em abril de 2014. Adotaremos como aporte teórico-metodológico a análise do discurso (CHARAUDEAU, 2012) e teorias de análise do audiovisual (MACHADO, 2000; JOST, 2006) e do jornalismo cultural (PIZA, 2011). Ao mesmo tempo, analisaremos a relação do audiovisual com a documentação e crítica de processos criativos (SALLES, 2010).

Sílvio Anaz debate entretenimento e engajamento no podcast do MidiAto

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Foto: Caio Lamas

O pesquisador do MidiAto Sílvio Anaz (Fiam-Faam) apresenta nesse podcast o trabalho “Entretenimento e engajamento crítico da audiência no III Simpósio Linguagem e Práticas Midiáticas: Crítica das representações e mediações, promovido pelo MidiAto em abril de 2019 na Escola de Comunicações e Artes da USP.

 

Produções audiovisuais de grande sucesso popular são muitas vezes considerados
simples entretenimento, dando a elas um status menor em uma suposta hierarquia artística e cultural. Geralmente, isso acontece devido à associação da classificação entretenimento a narrativas consideradas de fácil compreensão e escapistas. A partir da análise dos fundamentos do conceito de entretenimento e do mapeamento das características narrativas e temáticas de um conjunto de produções audiovisuais bem-sucedidas, este ensaio busca refletir sobre os potenciais efeitos que as fórmulas adotadas pelos filmes e séries classificados como de entretenimento têm na fruição crítica de seus conteúdos pela audiência.

O conteúdo também pode ser ouvido no Youtube:

Fique ligado no blog! Nas próximas semanas, divulgaremos em nosso podcast as demais apresentações do Simpósio. Ouçam, divulguem e compartilhem o lançamento. Continuar lendo “Sílvio Anaz debate entretenimento e engajamento no podcast do MidiAto”

Pesquisadores do MidiAto participam do VIII Seminário Mídia e Narrativa

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Integrantes do MidiAto debatem as ralações entre o campo da comunicação e a crítica social no VIII Seminário Mídia e Narrativa que acontece no dia 13 de novembro, a partir das 10h, na PUC Minas, em Belo Horizonte. O seminário é organizado pelo Grupo Mídia e Narrativa e a programação completa está disponível no site midiaenarrativa.wordpress.com.

Confira abaixo os títulos e resumos das apresentações do Grupo:

Crítica social no cinema brasileiro recente: entre subjetividades e resistências 

Rosana de Lima Soares (ECA-USP)

O estatuto das imagens na contemporaneidade, especialmente quando relacionado à crescente cultura audiovisual, é tema que interpela os estudos da comunicação por meio de diferentes filiações teóricas e objetos empíricos, levando-nos a reflexões sobre as tensões entre identidade e alteridade, diversidade e universalismo, textos e contextos. Por meio de contribuições advindas dos estudos culturais e da sociologia da cultura, o conceito de identidades sociais em sua relação com as noções de visibilidade e reconhecimento será o eixo no qual problematizar os modos de construção da representação de minorias sociais nas mídias, notadamente no cinema brasileiro recente, desafiando discursos cristalizados e apontando aberturas no estabelecimento de uma crítica social.

Palavras-chave: Crítica social; cultura audiovisual; políticas da representação; visibilidade; reconhecimento.

Circulação crítica nas dimensões ficcionais de Bacurau

Eduardo Paschoal (USP) e Thiago S. Venanzoni (USP)

Essa comunicação busca analisar a circulação crítica e as diferentes formas de interpretação que o longa-metragem Bacurau (Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, 2019) tem mobilizado. Nossa análise pretende refletir sobre a dimensão crítica da obra, tanto em sua mediação no espaço público, quanto na influência de sua circulação para a própria modificação da narrativa fílmica. Interessa-nos pensar como o filme se desenrola como fenômeno comunicacional relevante, seja pela sua ampla divulgação e repercussão – resultado também de um sistema de festivais a que o cinema brasileiro recente tem se conectado –, seja pelos números significativos de públicos em salas de cinema e em renovados circuitos de exibição. Por fim, buscaremos discutir o papel da ficção e de que maneira alguns objetos audiovisuais recentes retomam a ideia de gêneros cinematográficos e estética narrativa em sua ligação com uma concepção política da obra.

Palavras-chave: Bacurau, filme; circulação crítica; gêneros ficcionais; mediação narrativa; política

Pontes sociais e critérios para críticas: interações de usuários a partir de checagens do robô Fátima no Twitter

Ivan Paganotti  (FIAM-FAAM)

Iniciativas de checagem de fatos enfrentam dificuldade para que suas correções cheguem ao público que difunde conteúdo falso por redes sociais, frequentemente crítico em relação a essas verificações jornalísticas ou pouco habituados com as técnicas (e os sites) que realizam fact-checking. Para construir pontes com esse público, o robô Fátima, da agência Aos Fatos, varre o Twitter em busca de usuários que compartilham links de informações refutadas, interagindo automaticamente com os internautas e apresentando correções e provas para reparar o conteúdo problemático. Essa pesquisa procura analisar as interações com usuários que acatam, questionam ou refutam as intervenções desse robô, classificando os critérios que são apresentados pelos usuários para resistir à correção, criticando os checadores como militantes “ideológicos” da grande mídia.

Palavras-chave: Notícias falsas; checagem; redes sociais; jornalismo; recepção.

 

Rosana Soares e Thiago Venanzoni discutem representação, identidade e reconhecimento no podcast do MidiAto

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Foto: Caio Lamas

Os pesquisadores do MidiAto Rosana de Lima Soares, da ECA/USP e uma das líderes do Grupo, e Thiago Siqueira Venanzoni, da ECA/USP e da Fiam-Faam, apresentam nesse podcast o trabalho O mal-estar na representação: das identidades ao reconhecimento” no III Simpósio Linguagem e Práticas Midiáticas: Crítica das representações e mediações, promovido pelo MidiAto em abril de 2019 na Escola de Comunicações e Artes da USP.

A comunicação busca analisar produções audiovisuais de coletivos da periferia por meio do tensionamento dos conceitos de diversidade e universalismo, conforme definidos por Renato Ortiz (2015), presentes em conteúdos jornalísticos. O acontecimento escolhido para reflexão será o processo eleitoral brasileiro, durante os meses de agosto a outubro de 2018, marcado por inúmeros conflitos entre diversos grupos sociais. Serão observadas as pautas usualmente ausentes das mídias tradicionais a fim de apontar de que forma essas narrativas propõem outros modos de representação do cotidiano desses sujeitos periféricos. Por meio das análises, o trabalho busca apontar processos políticos em torno de lutas identitárias e disputas por representação, abrangendo os conceitos de visibilidade e reconhecimento, bem como as possibilidades de reconfiguração do social e reconstrução do espaço comum presentes nesses discursos.

O conteúdo também pode ser ouvido no Youtube:

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V Seminário Comunicação, Cultura e Sociedade do Espetáculo tem participação de pesquisadores do MidiAto

Integrantes do MidiAto debatem suas pesquisas durante o V Seminário Comunicação, Cultura e Sociedade do Espetáculorealizado na Faculdade Cásper Libero, em São Paulo (SP), de 16 a 18 de outubro de 2019. O seminário organizado pelo grupo de pesquisa em Comunicação e Sociedade do Espetáculo do PPGCOM (Programa de Pós Graduação em Comunicação) da Faculdade tem como tema “Cultura e Resistência”.

Confira a seguir os títulos e resumos dos trabalhos do Grupo:

Identidades e subjetividades em coletivos audiovisuais de mulheres

Rosana de Lima Soares

O objetivo desta comunicação é apontar as visualidades e visibilidades em relação às culturas juvenis e os modos como os jovens se tornam produtores de novas representações (especialmente em mídias digitais, tais como redes sociais, blogs e sites), interferindo no imaginário social a eles relacionado e instaurando novas subjetividades e práticas de resistência. Para isso, busca-se problematizar os estigmas sociais em relação às juventudes, observando produções de coletivos de comunicação audiovisual voltados para a periferia ou nelas situados, especialmente aqueles formados por jovens mulheres ativistas na cidade de São Paulo.

Palavras-chave: Cultura audiovisual. Coletivos juvenis. Mulheres ativistas. Reconhecimento. Resistência.

 

A presidenta está ausente: Representações do impeachment de Dilma Rousseff
no documentário O Processo

Vivyane Garbelini Cardoso

Este artigo busca compreender de que maneira o documentário O Processo (2018) representa o impeachment sofrido pela ex-presidenta Dilma Rousseff. O quadro teórico ancora-se em Debord, no conceito de sociedade do espetáculo. Mobilizamos também os escritos de Holanda sobre autoria de mulheres e as formulações de Biroli sobre feminismos e atuação política. Dirigido por Maria Ramos, o longa possui temática única e repete imagens previamente transmitidas por canais de televisão. Rousseff aparece pouco nas cenas do filme e essa ausência da governante na tela pode ser relacionada com a falta que faz a democracia dentro e fora das salas de cinema.

Palavras-chave: Sociedade do Espetáculo. Documentário. Autoria feminina. O Processo.

“Vaza, Falsiane!” – alcance e limites entre pesquisa, ensino e extensão em parceria com iniciativa privada

Ivan Paganotti e Rodrigo Pelegrini Ratier 

Em um debate público preocupado com a propagação de notícias falsas, esta pesquisa discute como o curso “Vaza, Falsiane!”, uma iniciativa de letramento midiático para combate à desinformação, procurou unir elementos do tripé universitário (pesquisa, ensino e extensão) em proposta com apoio de empresa privada (a rede social Facebook). Será avaliado como as habilidades do campo jornalístico podem se unir à pesquisa acadêmica em uma proposta educativa que pretende levar os conhecimentos discutidos nesse campo profissional e na universidade para o público geral, ocupando o espaço em que a desinformação se dissemina nas redes sociais.

Palavras-chave: Fake News. Desinformação. Educomunicação.

‘A gente quer aparecer’: adolescentes e canais alternativos de informação

Juliana Doretto 

Num cenário comunicativo em que o jornalismo dito industrial deixa de produzir veículos destinados aos públicos mais jovens, com o fechamento de revistas e suplementos, os adolescentes procuram encontrar novos canais de expressão e representatividade, por meio de canais de YouTube e páginas nas redes sociais, desenvolvidas por jovens adultos. Essas plataformas os ajudam a entender melhor o mundo em que vivem e a se informar em assuntos de seu interesse, ainda que reconheçam as limitações desse tipo de produção comunicativa e que deixem claro sua necessidade de ver a representação dos mais novos ampliada e diversificada.

Palavras-Chave: Adolescência. Jornalismo. Representação.

 

Integrantes do MidiAto apresentam trabalhos na Socine 2019

headerPesquisadores do MidiAto debateram suas pesquisas no XXIII Encontro da  Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (Socine), realizado de 8 a 11 de outubro na Unisinos, em Porto Alegre (RS). Veja abaixo os títulos e os resumos dos trabalhos dos investigadores do Grupo:

Animação e memória: as subjetividades políticas no filme “Torre”

Jennifer Jane Serra (CAV/USP)
Este trabalho apresenta uma análise da relação entre animação e memória no curta-metragem brasileiro “Torre” (Nádia Mangoline, 2017). Neste filme, a animação é usada para representar as lembranças traumáticas dos filhos de Ilda Martins e Virgílio Gomes da Silva, militantes políticos durante a ditadura brasileira. Partindo dessa análise, examinaremos também como o recurso à animação como meio de visualizar o passado pode estar associado à valorização da subjetividade no cinema contemporâneo.

Discursos sobre jovens em conflito com a lei: considerações críticas

Caio Túlio Padula Lamas (ECA/USP)

A presente comunicação visa delinear algumas das políticas de representação do cinema brasileiro contemporâneo, bem como de outros setores da produção audiovisual, que busquem fissuras no processo de estigmatização de jovens em conflito com a lei. Para tanto, foram escolhidos o longa-metragem De Menor (2013), o curta-metragem Arteiro (2018) e a websérie O Filho dos Outros (2017) como articuladores de discursos pautados pela desigualdade racial e pela cultura juvenil.

Construção audiovisual do espaço de criação de Deborah Colker em Start

Sofia Franco Guilherme (ECA/USP)

O trabalho pretende analisar o potencial de produções audiovisuais que registram processos estéticos em dança contemporânea para revelar as buscas conceituais da coreógrafa Deborah Colker e sua perspectiva teórica e prática sobre o fazer desta arte. Para isso, escolhemos uma reportagem veiculada na “Série Corpos” do programa televisivo Starte, exibido pela Globo News, a fim de investigar o espaço de criação construído por meio da articulação entre elementos verbais e não-verbais no vídeo.

A questão síria na ficção seriada e no documentário jornalístico

José Augusto Mendes Lobato (USJT)

Este trabalho discute a representação da crise humanitária síria na cultura audiovisual brasileira, com foco em dois eixos de produção: o jornalístico, na forma do documentário em vídeo, e o de ficção seriada, por meio da telenovela. Ancorados nos estudos culturais e pós-coloniais, bem como em conceitos da semiótica sensível, propomos o exame de duas produções a fim de examinar suas estratégias de narração dos conflitos e da transgressão material e simbólica de fronteiras na contemporaneidade.

Juliana Doretto e Renata Costa debatem a representação de crianças com problemas cardíacos no podcast do MidiAto

Foto: Caio Lamas

As pesquisadoras do MidiAto Juliana Doretto, FAM e ECA/USP, e Renata Carvalho da Costa, da ECA/USP, apresentam nesse podcast o trabalho “Batalha do pequeno coração valente”: o jornalismo e as crianças com problemas cardíacos” no III Simpósio Linguagem e Práticas Midiáticas: Crítica das representações e mediações, promovido pelo MidiAto em abril de 2019 na Escola de Comunicações e Artes da USP.

Em telejornais brasileiros, a representação (GOFMANN, 1975) das crianças com problemas cardíacos, em especial aquelas na fila para transplante de coração, usa artifícios do que reconhecemos como típicos do melodrama (BROOKS, 1995). Com forte tom emocional, as crianças são mostradas como heroínas, e o transplante, como a cura definitiva do seu mal. Neste trabalho, analisamos os recursos melodramáticos utilizados em reportagens das tevês Globo e Record, e as características-padrão por meio das quais algumas crianças cardiopatas – casos simbólicos do Instituto do Coração (Incor), de São Paulo – são apresentadas.

O conteúdo também pode ser ouvido no Youtube:

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Ivan Paganotti debate as proto-fake news no podcast do MidiAto

Ivan Paganotti, professor da Fiam-Faam e integrante do MidiAto, apresenta neste podcast o trabalho “Convenções do estilo jornalístico em proto-fake news”, em coautoria com Eliza Casadei, no III Simpósio Linguagem e Práticas Midiáticas: Crítica das representações e mediações, promovido pelo MidiAto em abril de 2019 na Escola de Comunicações e Artes da USP.

 A linguagem jornalística passou por um processo de padronização identificável pela leitura de reportagens publicadas em meados do século 20. A consolidação desse estilo otimizou a produção e o consumo de notícias por jornalistas e pelo público. Entretanto, essa pasteurização teve como efeitos colaterais sua fácil emulação: abriu espaço para paródias, mimetizações amadoras e relatos noticiosos inverídicos, mas travestidos do formato jornalístico. Esta pesquisa analisa textos que simulam convenções do estilo jornalístico para propagar conteúdo que transita entre a fraude e o humor, publicados na imprensa no século 20, comparando esse fenômeno histórico com a atual disseminação de fake news.

O conteúdo também pode ser ouvido no Youtube:

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