II Simpósio Linguagem e Práticas Midiáticas: Por uma crítica do visível

 

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Datas: 25/11 e 02/12/2014

Local: Auditório Freitas Nobre, Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Artes da USP (CJE/ECA-USP)

Organização: MidiAto – Grupo de Estudos de Linguagem: Práticas Midiáticas, sob coordenação da Profa. Dra. Rosana de Lima Soares (PPGMPA) e da Profa. Dra. Mayra Rodrigues Gomes (PPGCOM)

Apoio: PPGMPA, PPGCOM e CJE

Faz-se necessária, na academia, uma abordagem sobre o estudo das imagens nas mídias que seja metodologicamente desafiadora e potencialmente crítica. MidiAto, em seu II Simpósio Linguagem e Práticas Midiáticas assume, assim, o debate por uma crítica do visível, com a intenção de levantar problemáticas e desenvolver articulações teóricas renovadas para tratar criticamente o tema. É justamente a possibilidade de teorizar sobre o discurso das mídias – e não apenas analisá-lo ou descrevê-lo – que caracteriza o que, num primeiro momento, estamos estabelecendo como uma definição de crítica midiática.

Voltar-se às imagens não implica necessariamente trabalhar apenas com imagens audiovisuais, nem apenas com a fotografia, o cinema ou a televisão, tampouco operar na delimitação genérica da ficção, embora iremos contemplar também esses aspectos. Incluímos em nossa proposta de debate o vasto campo das representações sociais, das construções imaginárias, do fantástico, das imagens mentais e tantos outros conceitos que dão conta daquilo que circula fazendo laço social, para além dos traços elementares. E podemos pensar, ainda, no próprio texto como imagem, nos infográficos, na internet, nas telas de pintura, e em tantas formas imagéticas verbais e/ou visuais.

Entendemos, de forma abrangente, que a imagem apresenta a perspectiva de mundo que a engendra, implicando uma visualidade. Interessa-nos, então, propor uma recuperação dos regimes escópicos e nos determos no ponto em que o olho começa a se mover junto com o mundo. Pensemos como a mobilidade assenta a distância entre modos de olhar e modos de dar a ver. Esse é um circuito sempre em descompasso entre duas esferas, partes de um mesmo objeto.

Tentamos recuperar, assim, o ponto em que a concretude de nossos objetos traz sua vinculação a imaginários, ao mesmo tempo em que coloca sua particularidade crítica, no sentido mesmo de colocar em crise e de operar no resgate de seu movimento de ruptura. E perguntamos, onde esta a possibilidade de produzir um salto de sentido? O sentido da crítica deve nos ajudar a entender objetos fragmentários que passam a habitar ordens de circulação diferentes das suas de origem.

 

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