Fernanda Budag e Mayra Gomes publicam artigo na Tríade, da Uniso

Fernanda Elouise Budag, doutoranda na ECA/USP, e Mayra Rodrigues Gomes, professora da ECA e uma das líderes do MidiAto, publicaram o artigo Do tradicional ao colaborativo: narrativas de marcas contemporâneas na última edição da revista Tríade – Comunicação, Cultura e Mídia, do Programa de Mestrado em Comunicação e Cultura da Uniso (Universidade de Sorocaba), de São Paulo, lançada neste mês de dezembro.

Leia o resumo do trabalho:

Com foco nos estudos comunicacionais, a narrativa é o objeto de estudo a partir do qual olhamos para a interseção comunicação-tecnologia, ou melhor, a partir do qual refletimos sobre as transformações e ressignificações que os ambientes digitais vêm introduzindo nela. Narrativas ficcionais, narrativas pessoais de sujeitos, narrativas de marcas agora parecem obedecer a uma nova lógica. Assim, afinal, como está operando a forma comunicacional narrativa em tempos de inovação tecnológica? Questão ponto de partida para nossas reflexões teóricas iniciais e também para nossa discussão seguinte, mais focada em torno da narrativa publicitária. Portanto, ilustramos essas mudanças com a campanha Open Film Project, da marca Absolut, que segue uma proposta colaborativa, convidando os consumidores a construírem a narrativa da marca [veja o vídeo abaixo].

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‘Por uma crítica do visível’: Fernanda Budag e Seane Melo discutem rolezinho e marcas jovens

cartaz-versaofinal-painel-baixaFernanda Elouise Budag, doutoranda pela ECA/USP, e  Seane Melo, mestranda pela mesma instituição, são as autoras do artigo “’Eu sou rolezeira’: um estudo crítico de imagens e imaginários de marcas jovens”, que será apresentado nesta terça (2), no segundo dia do II Simpósio Linguagem e Práticas Midiáticas: Por uma crítica do visível. O relato do trabalho será feito por José Augusto Lobato, também do MidiAto.

O evento acontece no Auditório Freitas Nobre, no Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA/USP, a partir das 14h. Não é necessária a inscrição prévia.

Leia abaixo o resumo expandido da pesquisa:

Num mundo permeado e atravessado por imagens, tomamos justamente as imagens como nosso objeto de estudo. Imagem assumida em suas duas dimensões: (1) a imagem mental, da ordem do imaginário, que se assenta numa cultura e é repassada adiante; e (2) a imagem enquanto materialidade, imagem física, linguagem, veículo de uma multiplicidade de sentidos. Nesse contexto, articulado a nosso repertório prévio em estudos do consumo e da linguagem que estão no pano de fundo, propomos estudar as imagens postas em circulação por marcas e os imaginários negociados a partir delas por jovens urbanas.

Trata-se de uma proposta de crítica das imagens publicitárias em dois níveis: 1) buscando a compreensão dos imaginários que são conscientemente mobilizados pelas marcas, visando a sedução do consumidor; 2) e confrontando estes imaginários com as apropriações feitas pelos seus consumidores, que podem se manifestar em novas imagens materiais e em novos imaginários.

Com base em um vídeo, de janeiro de 2014, com depoimentos de “rolezeiras”, levantamos marcas que fazem parte do cotidiano de jovens urbanos da periferia de São Paulo (SP). Assim, definidas as marcas – Melissa, Quiksilver, Nike, Hollister, Aeropostale e Oakley (Juliet) –, selecionamos imagens postas em circulação pelas marcas nas redes sociais (Facebook e Instagram), no período que abrange a data de publicação do mencionado vídeo das “rolezeiras” e que marcou as ocorrências dos rolezinhos: dezembro de 2013 a janeiro de 2014.

Nesta pesquisa, entendemos imaginário como um enquadramento, ou, nos termos de Durand (2012), como uma referência ou conjunto de atitudes imaginativas do homem que se manifestam através do discurso. Dito isto, recorremos à noção de arquétipo, como “imagens primordiais” que fazem parte da experiência humana, para definir que valores identitários as marcas acima mencionadas pretendiam construir.

Identificados os arquétipos, buscamos colocá-los em crise com a imagem e o discurso dos jovens da periferia paulista no vídeo supracitado. Para tensionar o imaginário marcário, em primeiro lugar, identificamos o local de recepção destes consumidores. O consumo dos jovens de periferia deve ser avaliado tanto em um contexto global quanto nacional. Por um lado, o fenômeno de veneração de marcas globais por jovens de periferia é recorrente em outros países. Por outro, o consumo dos jovens brasileiros é fruto de um contexto recente de expansão do consumo por parte dos grupos populares proporcionado por políticas públicas, bem como de um cenário de efervescência e insatisfação política cujo símbolo são as manifestações de junho de 2013.

Assim, o que observamos em três minutos de imagens de jovens da periferia em um parque de São Paulo é a apropriação possível dos arquétipos vendidos pelas marcas a partir desse local de recepção. O resultado é a perfuração desses valores identitários, pois enquanto tentam reproduzir os valores hegemônicos recorrendo aos mesmos bens de consumo, os jovens da periferia modificam esse imaginário por meio de suas atitudes e práticas. O ideal do surf, do esporte e da aventura (ou simplesmente o arquétipo do explorador) acionados por muitas das marcas aqui analisadas é substituído pelo ideal da rebeldia e da ostentação, que representa uma tentativa de aproximação do status da riqueza, principalmente entre os homens, vistos como provedores de bens para as mulheres. Dessa forma, acreditamos que os imaginários das marcas acabam se convertendo em outros arquétipos (o fora da lei, o governante etc.), em virtude das condições de recepção de seus consumidores.

No Comunicon, pesquisadora analisa o filme ‘As melhores coisas do mundo’

No 4º Comunicon (Congresso Internacional em Comunicação e Práticas de Consumo), realizado pela ESPM, em São Paulo, mais uma investigadora do MidiAto apresentou suas pesquisas. Fernanda Elouise Budag trouxe o artigo “Consumo e Educação: diálogos e representações”, no qual reflete em torno dos eixos consumo e educação a partir do filme brasileiro As melhores coisas do mundo (Laís Bodanzky, 2010).

O filme retrata o dia a dia de um adolescente de ensino médio, passando por temáticas características da idade, como sexo e drogas. No trabalho, Fernanda mostra representações de educação e de consumo nessa obra midiática, tendo como fundamentação teórica os estudos da linguagem, os estudos do consumo e também os conceitos do campo comunicação/educação. O artigo ainda não está disponível online.

2 anexos

Comunicação da marca Red Bull é tema de artigo de Fernanda Budag

Apresentação do trabalho no Intercom de 2014
Apresentação do trabalho no Intercom de 2014, durante mesa do GP Publicidade e Propaganda

A doutoranda do PPGCOM da ECA/USP Fernanda Elouise Budag, investigadora do MidiAto, apresentou, com Eric de Carvalho, artigo sobre a comunicação de marca no último Intercom (Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação), realizado em Foz do Iguaçu (PR).

O trabalho, intitulado “Valores de uma marca e a concretude em seus discursos: uma análise semiótica e uma análise do discurso da comunicação marcária de Red Bull”, apresenta uma análise da estratégia de comunicação da bebida energética Red Bull. Trata-se de um estudo da construção da marca que propõe, a partir dos eixos teórico-metodológicos principais da análise semiótica – conforme modelo elaborado por Semprini (2010) – e da Análise de Discurso de linha francesa – dialogando com autores como Fiorin (2005) e Orlandi (2007) –, compreender os valores da marca e como eles aparecem concretamente em seu discurso.

O artigo foi apresentado no GP Publicidade e Propaganda. Leia o texto completo aqui.

Artigo de Fernanda Budag aproxima quadrinhos e séries televisivas

Reprodução
Capa da revista Fables (Fábulas)

Fernanda Elouise Budag apresentou o artigo ” Era uma vez: teleficção, quadrinhos e a sociedade contemporânea” no I Congresso Identidade, Linguagem, Identidade: estudos sobre as Mídias, ocorrido em São Paulo, na Universidade Mackenzie.

O trabalho, debatido durante a sessão “Linguagens, cultura e contemporaneidade”, faz um estudo que aproxima duas linguagens que perpassam o cotidiano contemporâneo: a dos quadrinhos e a das séries televisivas. Fábulas e Once Upon a Time – respectivamente quadrinho e série – trabalham com um universo ficcional que converge tematicamente: ambas narrativas se desdobram intercalando entre o Reino Encantado e o Mundo Real.

Fernanda Budag, além de investigadora do MidiAto, é doutoranda em Ciências da Comunicação, pela ECA-USP e docente da Fapcom (Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação).

Fernanda Budag publica capítulo em livro sobre tecnologia e novas mídias

Fernanda Budag apresenta seu trabalho em evento na ECA
Fernanda apresenta o trabalho na ECA

A doutoranda da ECA-USP Fernanda Elouise Budag é autora de um dos capítulos do livro Tecnologia e novas mídias: da educação às práticas culturais e de consumo, organizado por Patricia Bieging, Raul Inácio Busarello, Vania Ribas Ulbricht e Lídia Oliveira. A obra, em formato de e-book, está disponível online. 

No artigo “Comunicação e tecnologia: narrativas de marcas contemporâneas”, a pesquisadora reflete “sobre as mudanças na comunicação de uma marca na contemporaneidade, em meio ao avanço tecnológico que permite inovações na narrativa”. Budag observa o tema “a partir da perspectiva da narrativa, percorrendo conceitos de cultura da convergência (Jenkins), rizoma (Deleuze e Guatarri apud Carrascoza e Furtado) e os estágios da jornada do herói (Vogler). Quadro teórico que conduziu à análise da campanha “Open Film Project” da marca de vodca Absolut, que teve um caráter colaborativo, ao convidar os consumidores a construírem junto com a marca um curta-metragem – propondo novo formato de construção de uma narrativa de marca”.

A pesquisadora do MidiAto também apresentou o trabalho no Seminário Internacional Dimensões Estéticas e Tecnológicas em Comunicação e Aprendizagem”, ocorrido em maio na ECA-USP. O evento teve como objetivo o compartilhamento das pesquisas realizadas pelos autores de obras da Pimenta Cultural, empresa especializada em projetos culturais e edição de e-books. 

Fernanda Budag discute a série ‘Once Upon a Time’ na Rizoma

Fernanda Elouise Budag, investigadora do MidiAto, é a autora de “Era uma vez: percorrendo a narrativa midiática de Once Upon a Time“, artigo publicação na última edição da revista Rizoma, publicação do Departamento de Comunicação Social da Universidade de Santa Cruz do Sul (RS). 

Gravação da série 'Once upon a Time'
Gravação da série ‘Once upon a Time’

No texto, Budag diz que, “tomando por base aportes teóricos dos estudos da linguagem”, ela procura “traçar reflexões acerca do universo ficcional da narrativa midiática” da série de TV norte-americana “Once Upon a Time”. “Assumindo como pano de fundo a midiatização e processos socioculturais contemporâneos”,  autora percorre a narrativa de Once Upon a Time “na tentativa de operar alguns conceitos das ciências da linguagem: discursos circulantes, formações discursivas, interdiscurso, representações, funções narrativas e ordem simbólica”.

Referências:

BUDAG, Fernanda Elouise. “Era uma vez: percorrendo a narrativa midiática de Once Upon a Time”. Rizoma, Santa Cruz do Sul, v. 1, n. 2, 2013.

Série ‘Once upon a time’ propõe consumo midiático do passado

[Publicações do MidiAto]

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Sessão do Comunicon, na ESPM de São Paulo

A ficcção norte-americana foi tema de trabalho apresentado por Fernanda Elouise Budag no Comunicon (Congresso Internacional Comunicação e Consumo), promovido pela ESPM de São Paulo em outubro. O artigo estuda a narrativa da série “Once upon a time” , enxergada aqui uma verdadeira proposta de consumo simbólico e midiático do passado.

“O programa insere em sua trama elementos de contos clássicos. Ou seja, faz uso de inúmeras referências que compõem o imaginário universal de contos de fada, ao mesmo tempo em que mescla essas referências introduzindo novas relações entre os contos originais, e ainda propõe uma transposição para o contexto real e atual”, afirma Budag.

“Once Upon a Time” é  analisada pela pesquisadora sob a perspectiva das conexões entre comunicação, consumo e memória, dialogando também com os estudos da linguagem, com foco na problematização das conexões textuais/discursivas operadas pela série, que ressignificam as narrativas com as quais conversa, ou melhor, atribuem novos sentidos à própria memória.

Referências:
BUDAG, Fernanda Elouise. “Era uma vez: Once Upon a Time como uma retrospectiva televisual de contos de fada”. In Comunicon. Outubro de 2013.

Capítulo de livro debate consumo no site Globo Marcas

[Publicações do Midiato]

“Mídia interativa, consumo e sentidos no site Globo Marcas”. Esse é o título do capítulo publicado por Fernanda Elouise Budag, no livro Consumindo e vivendo a vida, lançado neste ano.

O ponto de partida do texto é uma pesquisa mais ampla, que tem como pano de fundo o estudo da experiência transmidiática – que, por sua vez, permite práticas de consumo e novas socializações de um produto cultural-midiático por seus sujeitos-receptores-consumidores.

Nesse espaço, a autora adora como objeto de estudo a proposta de consumo operada por discursos em circulação sobre os objetos da trama de uma telenovela colocados à venda no site Globo Marcas. Fernanda procura por apropriações de sentidos do discurso da telenovela e por representações de consumo veiculadas e identificações geradas.

Referências:

BUDAG, Fernanda Elouise. “Mídia interativa, consumo e sentidos no site Globo Marcas”. In: BACCEGA, Maria Aparecida; OROFINO, Maria Isabel Rodrigues (Orgs.). “Consumindo e vivendo a vida: telenovela, consumo e seus discursos”. São Paulo: PPGCOM – Programa de Pós-graduação em Comunicação e Consumo, Intermeios, 2013, p.175-189.

Artigo discute o consumo em novelas brasileira e mexicana

[Publicações do Midiato]

Fernanda Budag, membro do MidiAto, publicou artigo em coautoria com a professora do PPGCOM da ESPM Maria Aparecida Baccega  e com Lucas Máximo Ribeiro, na revista Comunicação e Educação, da ECA-USP. 

Partindo de duas pesquisas que se debruçaram sobre produtos midiáticos afins – Rebelde (veiculada no Brasil entre 2006-2007) e Rebeldes (2011-atual), o artigo lança mão de seus discursos e busca traçar conexões sobre questões relacionadas a consumo, a temáticas centrais em pauta em ambas as telenovelas e a valores prezados por seus respectivos sujeitos receptores.

Referências:

BUDAG, Fernanda Elouise; BACCEGA, Maria Aparecida; RIBEIRO, Lucas Máximo. “Rebelde(s): consumo e valores nas telenovelas brasileira e mexicana. Comunicação e Educação, v. XVIII, p.95-104, 2013.

Palavras-chave:  comunicação; consumo, telenovela; discurso; recepção.