RuMoRes: Grohmann investiga a ‘nova classe média’ na IstoÉ Dinheiro

1423254479095A última edição da RuMoRes, revista científica publicada pelo MidiAto, tem com um dos artigos selecionados o texto A midiatização da nova classe média: identidades discursivas na revista IstoÉ Dinheiro, de Rafael Grohmann, doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA/USP e professor no Centro Universitário FIAM-FAAM.

Leia o resumo do trabalho:

O artigo traz um esforço inicial de compreender a “midiatização da nova classe média” e sua circulação de discursos a partir do discurso da revista IstoÉ Dinheiro, observando sua visão de classe midiatizada. Para isso, buscamos compreender algumas relações entre identidade, discurso e consumo e observar o que a comunicação tem a dizer sobre classes sociais no cenário atual. A partir da análise de reportagens, há narrativas de superação individual junto com a imagem de um “Brasil que dá certo”. Além disso, pode-se afirmar que a revista reproduz o discurso hegemônico sobre o que é ser da “nova classe média”.

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Rosana Soares publica dois artigos em parceria com Gislene Silva, da UFSC

Capa da última edição da Famecos
Capa da última edição da Famecos, da PUC-RS

A professora da ECA Rosana de Lima Soares, uma das líderes do MidiAto, publicou dois trabalhos em parceria com Gislene Silva, professora da Universidade Federal de Santa Catarina.

Na última Famecos, revista da PUC-RS, o texto Para pensar a crítica de mídias, fala, em seu resumo que:

A frágil reflexão acadêmica sobre teorias e procedimentos de crítica de mídias no Brasil demonstra um primeiro sinal de vitalidade quando observamos que, apesar de esporádicas, as publicações sobre essa problemática vêm compondo um quadro cumulativo. No universo midiático tem sido a televisão que mais provoca diferentes tipos de crítica (acadêmica, jornalística e popular-social), em especial em relação aos seus programas de ficção, com destaque para as telenovelas – raras as críticas e os estudos sobre como fazer a crítica de telejornais, programas de humor, de esporte, de auditório ou reality shows.

Na Rumores– Revista Online de Comunicação, Linguagem e Mídias, publicada pelo MidiAto, as pesquisadoras apresentaram o artigo O método Análise de Cobertura Jornalística e o acontecimento noticioso da doença do ex-presidente Lula, no qual defendem “uma perspectiva teórico-epistemológica”, pela qual entendem “ser metodologicamente viável pesquisar em uma das três instâncias do circuito comunicativo (produção, produto e recepção) dinâmicas que informem sobre as demais”. A partir do pressuposto de que “o acontecimento jornalístico pode ser observado e analisado por meio das marcas que o processo de produção da notícia deixa visíveis no próprio produto acabado”, as professores defendem a hipótese de que “as coberturas jornalísticas, entendidas como estratégias de apuração e angulação, configuram um mesmo acontecimento social em diferentes acontecimentos jornalísticos”.

Referências:

SILVA, Gislene, SOARES, Rosana de Lima. “Para pensar a crítica de mídias”. Famecos, Porto Alegre, v. 20, n. 3, 2013.

SILVA, Gislene, SOARES, Rosana de Lima. “O método Análise de Cobertura Jornalística e o acontecimento noticioso da doença do ex-presidente Lula”. Rumores, São Paulo, v. 7, n. 14, julho-dezembro 2013.

Rosana Soares e Gislene da Silva articulam jornalismo e tradução

[Publicações do MidiAto]

cover_issue_1035_pt_BRO último número da revista “Galáxia” (capa ao lado), publicada pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP, tem artigo de Rosana Soares, professora da USP e uma das coordenadoras do MidiAto, em parceria com a professora Gislene da Silva, da UFSC. O texto “O jornalismo como tradução: fabulação narrativa e imaginário social” traça ligações entre os estudos de jornalismo e de tradução, dois campos, em princípio, desconexos. Um dos objetivos do trabalho é ” demonstrar possibilidades que ultrapassem a visão tradicional de que o jornalismo traduz fatos cotidianos para aqueles que não os vivenciaram e que a tradução linguística traduz textos originais para os que não podem decodificá-los, ambos os processos afeitos ao modo fiel, objetivo e veraz”.

No resumo do artigo, as autoras dizem que:

Tais visões compartilham a crença em certas dicotomias, como a separação entre verdade e linguagem, referencialidade e ficcionalidade, realidade e fantasia, fato e relato. Busca-se, desse modo, questionar a tradição da objetividade jornalística e da fidelidade ao texto por meio da assunção do caráter narrativo desses discursos e das marcas culturais neles presentes e das implicações disso no imaginário social.

Referências: 

SILVA, Gislene da; SOARES, Rosana de Lima. “O jornalismo como tradução: fabulação narrativa e imaginário social”. Galáxia, São Paulo, v. 13, n. 26, 2013.

Fernanda Budag fala sobre a série ‘Once Upon a Time’ no PósCom

[Publicações do MidiAto]

Cena da série 'Once upon...'
Cena da série de televisão ‘Once Upon a Time’

O MidiAto marcou presença no PósCom – Seminário de Alunos de Pós-Graduação da PUC-Rio, realizado no início deste mês. A pesquisadora Fernanda Elouise Budag, doutoranda na ECA-USP, apresentou o trabalho “Era uma vez: construção narrativa de Once Upon a Time”. 

Tomando por base aportes teóricos dos estudos da linguagem, Fernanda procura traçar reflexões acerca do universo ficcional de uma produção audiovisual contemporânea: “Once Upon a Time”. No trabalho, ela diz que “os eixos centrais da análise giram em torno de: discursos circulantes; formações discursivas; interdiscurso; representações; funções narrativas; conexões da linguagem com a psicanálise e ordem simbólica”. Além disso, como a história “se desenrola entre o Mundo Real e o Reino Encantado”, as reflexões de Fernanda são atravessadas por “relações entre real e imagem”.

A íntegra do trabalho não está disponível online. Para mais informações, contate o MidiAto.
Referências: 
BUDAG, Fernanda Elouise. “Era uma vez: construção narrativa de Once Upon a Time”. PósCom 2013, 4 a 7 nov. 2013.